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Beira levará anos para ser reconstruída, diz vereador

Agência VOA

19 de março de 2019

As autoridades do Município da Beira, um dos mais devastados pela passagem do ciclone Idai por Moçambique, reconhecem viver uma “autêntica catástrofe” e avisam que a cidade vai levar anos para se recuperar.

Em conversa com a VOA, José Manuel Moisés, vereador institucional no Conselho Autárquico da Beira, afirma não ser possível quantificar os custos, mas não tem dúvidas de que “serão muito avultados e, sozinho, o município não vai conseguir fazer nada”.

Beira é uma das cidades moçambicanas que está abaixo do nível das águas do mar e o grande desafio sempre foi proteger a costa, por causa do grave problema da erosão.

As autoridades municipais dizem ter feito de tudo para garantir que essa protecção seja feita, mas sem grande sucesso, devido à falta de dinheiro.

No ano passado, o edil da Beira, Daviz Simango, em entrevista à VOA, confirmara que, para realizar um trabalho definitivo de protecção costeira, o Município local precisaria de pelo menos 600 milhões de dólares americanos.

Esses valores podem agora estar desactualizados, pois, com os estragos que o Idai fez, provavelmente será necessário muito mais.

Um dos grandes desafios será conseguir dinheiro para garantir a protecção costeira, pois parte dessa barreira foi duramente atingida pelo ciclone.

Caso tal não acontecer, o vereador José Manuel Moisés alerta que se surgir um novo Idai, Beira “poderá ser varrida do mapa geográfico do país”.

Os prejuízos ainda estão a ser contabilizados pelo Conselho Municipal.

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