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Agência VOA

15 de março de 2019

O ciclone tropical Idai atingiu ontem (14) a cidade da Beira (capital de Sofala) com ventos de pelo menos 200 quilómetros por hora, provocando danos ainda por quantificar. O Idai atingiu a cidade, que é a segunda maior do país, com a categoria quatro numa escala de cinco. O ciclone já está a dirigir-se para Zimbabwe.

A cidade de Beira está com restrições no fornecimento de energia eléctrica e dificuldades de comunicação telefónica. Informações de cidadãos citados por várias meios de comunicação falam em mortes na Beira. Beira terá sido um dos pontos mais fustigados pelos ventos fortes e chuvas intensas.

O ciclone atingiu igualmente a província da Zambézia, onde destruiu infraestruturas sociais e económicas e desalojou dezenas de famílias. Enquanto na província de Inhambane 30 famílias viram as suas casas danificadas.

Com isso, dezenas de cidades moçambicanas nas duas províncias, há registo interrupções nas redes de comunicações de energia eléctrica e as telefónicas com alguns pontos do centro de Moçambique, incluindo a cidade da Beira que continua às escuras. Centenas de postes de energia eléctrica e torres telefonia móvel foram derrubados.

Apesar disso, ainda não há dados definitivos, mas dá para perceber que, na sua passagem, na zona centro de Moçambique, o ciclone Idai deixou um rasto grande de destruição.

A Rádio Moçambique reportou que dezenas de casas foram destruídas nos bairros periféricos e que o balanço da situação poderá ser apresentado ao longo do dia pelas autoridades.

Projecções iniciais do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades davam conta que, pelo menos, 600 mil pessoas estariam em risco dos efeitos do Idai nas províncias do centro, nomeadamente Sofala, Tete, Manica e Zambézia.

De acordo com o mesmo, ao longo desta esta sexta-feira, 15, o centro de Moçambique continuará sob influência do Idai, com trovoadas, chuvas e ventos. Na região irá continuar limitada a navegação aérea. Com velocidade reduzida, o Idai vai hoje atingir o interior e países vizinhos de Moçambique.

Jorge Fernandes, presidente da Associação Comercial da Beira, disse ao Voz da América que “nunca tinha visto um mau tempo como este” e acredita que a “cidade vai regredir”.

Reacções

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, considerou de "muito preocupantes" os danos provocados pelo ciclone Idai que está a fustigar o centro do país, onde são relatados danos em casas e infraestruturas.

Ao embarcar para uma visita de Estado ao reino de Esuatíni (ex-Suazilândia, que mudou recentemente seu nome), Nyusi, no entanto, não avançou dados sobre mortes nem feridos, dizendo haver "dificuldades nas buscas".

Paulo Tomás, porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) disse que houve estragos provocados pelo ciclone tropical.

Uma equipa do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), chefiada pela directora-geral do Instituto de Gestão de Calamidades, Augusta Maita, e que inclui parceiros de cooperação como o Programa Mundial de Alimentos, já está a caminho da Beira para avaliar o impacto do ciclone.

Mussa Mustáfa, director adjunto do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), diz que, mesmo estando em território zimbabweano, os efeitos do ciclone ainda se farão sentir em Moçambique.

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Fontes

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