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Ciclone Idai matou 74 pessoas em Moçambique e 60 no Zimbabwe

Agência VOA

A Cruz Vermelha diz que ciclone deixou 84 mortos e destruição assustadora no centro de Moçambique

18 de março de 2019

Em Moçambique, o porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, Paulo Tomás, indicou que o número de vítimas mortais, até agora, é de 74 nas províncias de Sofala e Manica.

Os níveis de destruição são descritos como assustadores e na Beira, segundo o Governo, mais de mil casas terão sito total ou parcialmente destruídas, havendo registo de mais de 1.400 pessoas feridas.

No entanto, o alcance dos dados provocados pelo ciclone Idai na sua passagem na cidade da Beira, em Moçambique, “é enorme e aterrorizante”, disse em comunicado a Cruz Vermelha, enquanto o Fundo das Nações Unidas para a Infância alerta que milhares de crianças necessidade de ajuda com urgência.

Jamie LeSueur, da Cruz Vermelha, indica que em Moçambique moreram 84 pessoas e 68 apenas na cidade da Beira, enquanto a segunda maior cidade do país e arredores registam uma uma destruição que ronda os "90 por cento".

Para a Cruz Vermelha, os danos são imensuráveis por agora. "A situação é terrível. Os meios de comunicação estão totalmente cortados e as estradas estão destruídas. Muitas localidades são inacessíveis", afirmou o responsável da Cruz Vermelha Jamie LeSueur, citado no comunicado. Ele adiantou que “a situação pode ser pior fora da cidade” da Beira.

Crianças afectadas

Por seu lado, o Unicef alertou, também em comunicado, que na região Austral da África “centenas de milhares de crianças que tinham visto as suas vidas viradas de cabeça para baixo por enchentes devastadoras", viram agora o ciclone Idai trazer "mais sofrimento às famílias".

Leila Pakkala, directora regional para a África Oriental e Meridional acrescentou que "muitas crianças perderam suas as casas, escolas, hospitais e até amigos e entes queridos", e garantiu que o Unicef está no terreno a trabalhar em estreita coordenação com os governos e parceiros humanitários dos três países (Moçambique, Malawi e Zimbabwe) para aumentar a resposta e responder às necessidades imediatas das crianças afetadas e das suas famílias".

Refira-se que o balanço de mortos pode aumentar em consequência das fortes chuvas ainda previstas para região e à medida que as equipas de emergência avançam por todas as localidades.

O ciclone também provocou uma enorme destruição no Zimbabwe, onde as autoridades apontam para cerca de 60 mortos, até agora, e mais de uma centena de desaparecidos.

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