Lira defende despolitização da pandemia e adoção de critérios técnicos

15 de março de 2021

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), descartou a adoção de lockdown geral no País para conter a pandemia de coronavírus ou mesmo a tomada de medidas mais restritivas em regiões mais atingidas pela Covid-19. A declaração foi dada nesta segunda-feira (15) em conferência online promovida pelos jornais Valor Econômico e O Globo, que também contou com a participação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

"Não há necessidade neste momento de medidas mais duras. Todos os extremos neste momento são complicados. Extremos não ajudam", apontou Arthur Lira. "Precisamos despolitizar a pandemia. Já sofremos isso com remédios, na vacina, e agora com a pandemia atingindo nível mais crítico."

"Casos pontuais merecem ser tratados de maneira diferenciada. O Brasil é um país continental, como se fosse a Europa. Não podemos defender um lockdown em toda a Europa, sem diferenciar a Itália de Portugal. Um lockdown de 100% é uma loucura. Vai causar mais instabilidade do que estabilidade no País. Um lockdown zero é falta de racionalidade", disse.

Arthur Lira declarou ser otimista por natureza, e considera ser possível deixar funcionar a economia a partir de critérios técnicos. "Medidas protetivas de fechamento da economia são perigosas", alertou. "Temos de vacinar e buscar alternativas. A população já sabe o que pode e o que não pode."

CPI

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que o Congresso poderá instalar em um outro momento uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar erros e eventuais crimes cometidos no combate à pandemia. "A solução não virá por uma CPI", ponderou. Pacheco ainda afirmou que o sistema remoto de trabalho no Congresso dificulta o funcionamento de uma CPI.

O presidente da Câmara apontou para a necessidade de diminuir as diferenças sobre o combate à crise do coronavírus. "Não é hora de encontrar culpados. É hora de curar quem está doente e prevenir com a vacina quem ainda não adoeceu. Temos a obrigação de nos posicionarmos sempre com muito equilíbrio, para trabalharmos todos juntos", apontou.

Fontes