Guiné declara epidemia de ebola no país

14 de fevereiro de 2021

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

 

A Guiné (também chamada Guiné-Conacri para evitar confusões com Guiné-Bissau ou Guiné Equatorial) declarou hoje a existência de uma epidemia de ebola no país após a morte de quatro pessoas e outras cinco contaminações.

Uma enfermeira morreu no inicio do mês e oito pessoas que participaram no seu enterro manifestaram sintomas da doença dias depois, sendo que três morreram. Quatro outras foram hospitalizadas.

As mortes ocorreram na região de Nzerekore, no sudeste do país.

O diretor da Agência Nacional de Segurança de Saúde, Sakoba Keita, disse que um outro paciente tinha “escapado” mas foi posteriormente encontrado e hospitalizado na capital do país, Conacri.

“Face a esta situação e de acordo com as regulamentações internacionais de saúde, o governo guineense declara existir uma epidemia de ebola”, anunciou o ministério da saúde que acrescentou que já há esforços para identificar e isolar pessoas que tiveram contato com os pacientes dos casos confirmados.

Um centro de tratamento vai ser aberto em Goueke perto de Nzerekore. As autoridades pediram também à Organização Mundial de Saúde (OMS) para que a instituição forneça vacinas.

O diretor da OMS-África, Mtashidiso Moeti, disse que a organização local está intensificando os preparativos para responder ao “potencial ressurgimento” da doença na África Ocidental.

Doença reaparece na República do Congo

No dia 07 passado a OMS confirmou o reaparecimento o ebola na República Democrática do Congo, onde as autoridades tinham anunciado em novembro passado o fim da última epidemia da doença que causou 55 mortes em 130 contaminados.

Hoje o diretor de saúde do província do Kivu do Norte, Eugene Nzanzo Salita, confirmou ter se registado um quarto caso da doença na província onde o reaparecimento da doença foi anunciado dias atrás.

A doença do ebola

É uma doença infeciosa cujos sinais têm início cerca de duas a três semanas após a contaminação pelo vírus. Inicialmente, os doentes têm sintomas como febre, garganta inflamada, dores musculares e dores de cabeça. Os sintomas evoluem para vómitos, diarreia e exantema.

Na fase mais avançada, ocorre insuficiência hepática e renal, sendo que nesta fase o paciente costuma ter hemorragias, tanto internas como externas. Em caso de morte, esta geralmente ocorre entre 6 a 16 dias após o início dos sintomas e na maior parte dos casos deve-se à diminuição da pressão arterial resultante da perda de sangue.

De modo geral, 2/3 das pessoas infectadas pelo vírus morrem, segundo os dados mais recentes da OMS (veja aqui).

Referência

Notícias Relacionadas

Fonte