Guiné registra casos de ebola; OMS expressa preocupação

14 de fevereiro de 2021

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Guiné (não confundir com Guiné-Bissau ou Guiné Equatorial) registrou os primeiros casos de ebola depois de quatro anos, o que causa preocupações na OMS (Organização Mundial da Saúde). A diretora da OMS-África, Dra. Matshidiso Moeti, escreveu hoje em seu Twitter que está "muito preocupada com relatos de quatro mortes suspeitas de ebola na Guiné. A OMS está aumentando os esforços de resposta a esse potencial ressurgimento do vírus na África Ocidental, uma região que sofreu muito com o ebola em 2014".

Já ontem, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, também tinha usado o Twitter para se expressar. "A OMW foi informada de dois casos suspeitos de ebola na Guiné-Conacri. Testes de confirmação estão em andamento. A OMS-África e o escritório da OMS no país estão apoiando os esforços de preparação e resposta", escreveu.

Os casos vêm apenas alguns dias depois da República Democrárica do Congo registrar a primeira morte por ebola desde junho do ano passado, quando conseguiu acabar com um surto que durou anos.

A doença do ebola

É uma doença infeciosa cujos sinais têm início cerca de duas a três semanas após a contaminação pelo vírus. Inicialmente, os doentes têm sintomas como febre, garganta inflamada, dores musculares e dores de cabeça. Os sintomas evoluem para vómitos, diarreia e exantema.

Na fase mais avançada, ocorre insuficiência hepática e renal, sendo que nesta fase o paciente costuma ter hemorragias, tanto internas como externas. Em caso de morte, esta geralmente ocorre entre 6 a 16 dias após o início dos sintomas e na maior parte dos casos deve-se à diminuição da pressão arterial resultante da perda de sangue.

De modo geral, 2/3 das pessoas infectadas por ebola morrem (veja os dados mais recentes da OMS aqui).

Referência

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Fontes