Covid-19: vacina de Oxford também tem “problemas” de eficácia

13 de janeiro de 2021

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Não bastasse a polêmica em torno da CoronaVac, cujo relatório da fase III atrasou dois meses devido à baixa eficácia geral da vacina, fato que o diretor do Insituto Butantan, Dimas Covas, e o Governo de São Paulo tentaram evitar divulgar, a vacina ChAdOx1, desenvolvida pela Universidade de Oxford com a AstraZeneca - e no Brasil com ajuda da Fiocruz - também apresenta problemas na eficácia, já que até agora o número global geral não foi divulgado.

No Reino Unido, onde ela recebeu liberação para uso emergencial, a eficácia foi considerada como sendo de 62%, enquanto no Brasil a imprensa reporta 70% - sendo que a eficácia comprovada para o caso de meia dose antes e uma dose inteira depois é de 90%, dado descoberto por acaso devido a um erro na aplicação, já que estavam previstas duas doses inteiras. “Devido ao erro, foi possível notar uma diferença de eficácia, sendo de 62% entre o grupo de voluntários que recebeu duas doses completas e de 90% entre aqueles que receberam meia dose seguida de uma dose completa. Novamente, mais tarde, o laboratório reconheceu que a taxa de 90% não inclui os idosos acima de 55 anos, pois não haviam sido feitos testes suficientes nesse público”, reportou o UOL Notícias.

Tanto a ChAdOx1 como a CoronaVac já estão sendo analisadas pela Anvisa e devem ser liberadas para uso emergencial nos próximos dias.

O que se sabe de positivo?

Os dados preliminares após a fase III revelaram que em adultos de 18 a 55 anos, aplicada em meia dose antes e uma dose inteira depois, ela tem 90% de eficácia.

No entanto, os grupos a serem priorizados com a imunização estão, justo, fora deste perfil: a prioridade são os idosos, junto com os profissionais da linha de frente no combate à covid-19 e pessoas com comorbidades.

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