Covid, economia e paz: o acordo de Lira, Pacheco e Bolsonaro para melhorar o Brasil

4 de fevereiro de 2021

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Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco, se encontraram com o presidente Jair Bolsonaro ontem (3) e reafirmaram o diálogo entre os Poderes e a prioridade das pautas econômicas e de combate à pandemia [de covid-19].

Para Lira, o encontro é um gesto de harmonia, equilíbrio e de manutenção da independência entre os Poderes. Segundo ele, o Legislativo vai atuar para minimizar o sofrimento da população e auxiliar na reestruturação econômica brasileira. “Vamos manter um clima de harmonia, de muito trabalho e responsabilidade para minimizar os efeitos danosos da pandemia”, afirmou Lira.

Bolsonaro afirmou que entregou aos presidentes das duas Casas sugestões de pauta com o foco na pandemia, na saúde e na economia. “Trocamos muitas impressões, esse diálogo não começou hoje, já conversávamos durante a campanha. Podem ter certeza que o clima é o melhor possível”, disse Bolsonaro.

Rodrigo Pacheco destacou que a pacificação entre os Poderes é fundamental para a votação de propostas importantes para o País. “O foco principal é o enfrentamento seguro, ágil e inteligente da pandemia com a vacinação, e a recuperação econômica, peço que todos os brasileiros acreditem”, destacou Pacheco.

Bolsonaro diz que governo está pronto para a vacinação contra a covid-19

Em sua mensagem ao Congresso Nacional, que iniciou os trabalhos de 2021 ontem, Bolsonaro afirmou que o governo federal está pronto para conduzir o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19. "O governo se encontra preparado e estruturado em termos financeiros, organizacionais e logísticos para executar [o plano]. Com isso, seguimos envidando todos os esforços para o retorno à normalidade na vida dos brasileiros".

Bolsonaro garantiu, também, que o governo continuará negociando a compra de vacinas, desde que elas tenham a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele pediu ao Congresso a aprovação definitiva da medida provisória que integra o Brasil ao consórcio internacional Covax Facility, para desenvolvimento e aquisição de vacinas (MP 1.003/2020). Essa medida provisória está na pauta da primeira sessão deliberativa do Senado neste ano.

Bolsonaro era contra a urgência da vacinação há alguns meses, tendo protagonizado polêmicas com a imprensa e políticos, principalmente o governador de São Paulo, João Doria. Ele também defendia enfaticamente o polêmico uso da cloroquina como tratamento precoce, apesar do medicamento não ter eficácia contra a doença.

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