Putin reconhece "independência" das regiões separatistas na Ucrânia Oriental e invade país

21 de fevereiro de 2022

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O presidente russo Vladimir Putin reconheceu hoje as regiões de língua russa de Donetsk e Luhansk no leste da Ucrânia como Estados independentes e autorizou a entrada das tropas russas com a justificativa de "garantir a paz". O Kremlin disse que Putin informou os líderes da França e Alemanha sobre sua decisão.

Putin, a partir do Kremlin, fez um longo discurso televisivo ao povo russo, descrevendo a sua versão da história das fronteiras nacionais na Europa e da dissolução da União Soviética nos anos 90, argumentando que a Ucrânia "nunca" foi uma verdadeira nação, mas sim, historicamente, uma parte da Rússia.

Reações

Diversos líderes mundiais usaram suas contas no Twitter para se manifestar. António Gutierrez, secretário-geral da ONU, escreveu que estava muito preocupado com a decisão da Rússia e que declarava total apoio à soberania da Ucrânia (aqui). Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, escreveu que o reconhecimento das duas cidades como independentes acabava com os esforços de paz e violava o Acordo de Minsk (aqui).

Dos Estados Unidos, que há semanas alertavam sobre a invasão iminente e que Putin usaria uma justificativa parecida com a que usou para legalizar a invasão, também vieram reações imediatas. O presidente Joe Biden anunciou que havia assinado uma Ordem Executiva para negar à Rússia o lucro de suas "flagrantes violações do direito internacional" (aqui). Pouco antes do presidente, o secretário de estado Antony Blinken havia escrito que a decisão de Putin requeria “uma resposta rápida e firme” e que todas as “medidas apropriadas em coordenação com os parceiros” seriam tomadas (aqui).

Olaf Scholz, primeiro-ministro da Alemanha, país com quem a Rússia pretende inaugurar o Nord Stream 2, ainda não fez declarações, mas Emanuel Macron, presidente da França, foi enfático: “ao reconhecer as regiões separatistas do leste da Ucrânia, a Rússia está violando seus compromissos e minando a soberania da Ucrânia. Condeno esta decisão. Convoquei uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU e as sanções europeias” (aqui).

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Fontes