Nicarágua enfrenta grandes desafios econômicos e sociais

4 de janeiro de 2021

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A Nicarágua abre as portas para o ano de 2021 sem deixar para trás uma grave crise econômica que afetou seriamente sua população e que impõe desafios significativos em um ano de grandes expectativas para alguns, como uma mudança de governo que acabe com a crise que se arrasta o país desde 2018.

Na opinião do sociólogo Cirilo Otero, a Nicarágua enfrenta três desafios fundamentais para 2021.

“Em primeiro lugar, superar a desaceleração da economia, a economia da Nicarágua está no chão, não há ambiente de crescimento; o segundo é que deve superar a distância política entre a sociedade civil e a sociedade política; e, em terceiro lugar, que a Nicarágua deve promover o investimento estrangeiro direto: se não houver investimento estrangeiro direto, essa economia está frita”.

A crise social e econômica tem seu maior impacto em áreas da sociedade como educação, saúde e emprego, e o resultado é um aumento da pobreza.

Por exemplo, em termos de saúde, o especialista destaca que as médias nacionais escondem importantes iniquidades de acesso que afetam os setores mais vulneráveis. As diferenças nos cuidados de saúde são determinadas principalmente pelas desigualdades de renda.

A Nicarágua se destaca pelo alto custo dos medicamentos, que afetam os pobres. Os gastos com saúde são em grande parte financiados pelas próprias famílias. Enquanto na América Latina a contribuição média das famílias representa 33% por cento, na Nicarágua, de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é de 37,54% do gasto total com saúde.

Por outro lado, a informalidade movimenta mais de um terço da economia nicaraguense, ou seja, 72 em cada 100 ocupados obtinham sua renda nessa modalidade.

Segundo o sociólogo e economista Oscar Rene Vargas, a presença da informalidade (trabalho informal) na Nicarágua, “é um problema socioprofissional dilacerante” que está presente há algum tempo, e que se agravou durante o governo do presidente Daniel Ortega.

Os trabalhadores informais sobrevivem em situação precária, sem benefícios de qualquer espécie e com salários entre 25 e 50 por cento inferiores aos do trabalho formal, onde as perspectivas também não são agradáveis, pois os salários oferecidos são cada dia mais baixos em relação ao o custo da cesta básica.

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