12 de janeiro de 2021

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Crescem as preocupações de que a invasão do Capitólio dos Estados Unidos (EU) na semana passada por extremistas que apoiam o presidente Donald Trump possa ser o início do que poderia ser uma série de protestos potencialmente armados e violentos em todo o país, antes e no dia da posse de Joe Biden.

O Federal Bureau of Investigation (FBI) disse na ontem à VOA que está examinando evidências que sugerem que grupos ou indivíduos podem estar tentando incitar a violência ou se envolver em atividades criminosas em conexão com a transferência de poder.

"Embora nossa prática padrão seja não comentar sobre o trabalho do serviço de inteligência, o FBI está apoiando autoridades policiais estaduais, municipais federais", comunicou o FBI. "Nosso foco não está em manifestantes pacíficos, mas naqueles que ameaçam sua segurança e a segurança de outros cidadãos com violência e destruição de propriedade", acrescentou o comunicado.

Um boletim do FBI, obtido em primeira mão pela ABC News e Yahoo News, também adverte sobre o potencial de violência, tanto em Washington quanto em todos os 50 estados. O FBI “recebeu informações sobre um grupo armado, já identificado, que pretende viajar para Washington, DC, em 16 de janeiro”, avisa o boletim. "Eles alertaram que se o Congresso tentar tirar Trump por meio da 25ª Emenda, ocorrerá uma grande revolta."

O boletim alertou ainda que um grupo está pedindo a tomada de prédios estaduais, locais e federais caso os esforços para tirar Trump do cargo antes da posse de Bide em 20 de janeiro tenham sucesso.

Embora não comentem sobre as ameaças específicas, outras agências governamentais estão tomando medidas para reforçar a segurança.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) anunciou, também ontem, que o Serviço Secreto dos EU, normalmente encarregado da segurança presidencial, iniciará sua operação de segurança para a posse de Biden nesta quarta-feira, seis dias antes do planejado. O DHS citou "eventos da semana passada e o cenário de segurança em evolução" como o motivo da mudança.

Guarda Nacional

Na manhã de ontem, a Guarda Nacional dos EU anunciou que havia autorizado ao uso de 15.000 policiais para ajudar na operação de segurança no dia da posse. "Até o momento, nossas tropas foram solicitadas a apoiar missões de segurança, logística, ligação e comunicação", disse o general Daniel Hokanson, chefe do Gabinete da Guarda Nacional, em um comunicado. 

Funcionários da guarda disseram que 6.200 soldados de seis estados estão em Washington apoiando autoridades civis após o tumulto da última quarta-feira, durante o qual o Capitólio dos EU foi invadido por milhares de extremistas pró-Trump, deixando cinco mortos.

A Guarda Nacional tem uma longa história de ajudar a garantir as posses presidenciais, sendo que cerca de 8.000 membros estiveram presentes durante a posse de Trump em 2016. 

Declaração de emergência

Além disso, a Casa Branca anunciou na segunda-feira que Trump aprovou uma declaração de emergência para Washington, com duração até 24 de janeiro, quatro dias após a posse.

A declaração abre caminho para as principais agências federais, incluindo o DHS e a Federal Emergency Management Agency (FEMA) coordenem a assistência de emergência, caso seja necessário.

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