Covid-19: após analisar seis estudos, OMS recomenda que não se use mais recursos com cloroquina

2 de março de 2021

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O British Journal of Medicine ( BMJ) publicou hoje uma nova diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso de medicamentos para prevenir covid-19, mais especificamente a cloroquina/hidroxicloroquina.

Segundo a OMS, um painel, formado por médicos, estatísticos, pacientes e um especialista em ética, recomendou que o medicamento não deve ser mais uma prioridade de pesquisa e que os recursos devem ser direcionados para avaliar outras drogas mais promissoras para prevenção da covid-19.

O painel chegou a esta conclusão após a revisão de seis (06) estudos que tiveram a participação de 6.059 participantes, tendo ficado provado que a hidroxicloroquina teve um efeito pequeno ou nenhum efeito sobre a mortalidade e a internação hospitalar, evidência apontada como "de alta certeza".

O painel também recomendou que pacientes saudáveis não devem usar a cloroquina como forma de profilaxia, ou seja, para prevenir a infecção.

A cloroquina é um medicamento tradicionalmente usado para tratar malária e artrite, e vem sendo, há meses, defendida por Jair Bolsonaro como prevenção e cura da covid-19, mesmo sem comprovação científica e mesmo que vários estudos já houvessem apontado a falta de eficácia contra esta última doença.

Apesar da recomendação, o próprio presidente acabou infectado e, semanas, seu Ministro da Saúde, Pazuello, que acabou hospitalizado apesar de também usar a droga.

O médico Guido Céspedes, criador do "kit covid", que contém entre seus medicamentos a cloroquina, faleceu de covid em setembro passado, após ficar 45 dias na UTI.

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Fontes