Brasil: zoneamento agrícola do sorgo forrageiro já está disponível para produtores rurais

8 de julho de 2020

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Sorghum bicolor (Foto de Daniel Georg Döhne)

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibilizou pela primeira vez o Zoneamento Agrícola de Riscos Climáticos (Zarc) para o sorgo forrageiro.

De acordo com o pesquisador Daniel Pereira Guimarães, da Embrapa Milho e Sorgo, declara:

“O sorgo é uma espécie de grande valia para a prática da agricultura sustentável, a segurança alimentar e a qualidade de vida em nossas condições tropicais. Vale ressaltar que o sorgo, por ser mais tolerante à seca que os cereais citados acima, pode se tornar uma das principais culturas para mitigar os fortes efeitos das mudanças climáticas que estão ocorrendo nos trópicos”.

“Os conhecimentos gerados nessas áreas são usados para simular o comportamento da cultura agrícola em todo o país em função das variações climatológicas em séries históricas de longas durações. Diferentes resultados são ainda obtidos em função do ciclo de crescimento das plantas e da disponibilidade hídrica dos solos”, diz Daniel Guimarães.

Segundo o pesquisador da Embrapa, o processo de modelagem levou em consideração a boa disponibilidade hídrica. "Assim é possível maximizar a produção de biomassa, condição básica para a alta produção de forragem. Também foram incluídos os riscos de excesso de chuvas, os riscos de ocorrência de geadas, as baixas temperaturas e os impactos do fotoperíodo”, explica.

“Nas regiões onde o regime hídrico começa e finaliza mais tarde, ele pode ser plantado até março, como na região Nordeste. Quando comparado ao milho, o sorgo permite a postergação das datas de semeadura em até 20 dias nos plantios de segunda safra, nas principais fronteiras agrícolas brasileiras, além da expansão dessas áreas de cultivo”, explica o pesquisador Cícero Beserra de Menezes, da Embrapa Milho e Sorgo.

“Deve-se levar em consideração a sensibilidade da cultivar ao fotoperíodo, pois a planta de cultivares sensíveis cresce menos na segunda safra”, diz Menezes.

“Deste modo o Zarc se torna uma importante ferramenta para a redução dos riscos de perdas na agricultura e minimização das perdas de ordem econômica. É um instrumento que orienta o produtor nas tomadas de decisão no agronegócio”, diz Guimarães.

Ouça o áudio do Mapacast que explica o funcionamento e a importância do Zarc aqui.

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma  “Painel de Indicação de Riscos”  e nas portarias de Zarc por Estado.

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