7 de dezembro de 2020

Bandeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral
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As conferências episcopais da África do Sul e de Moçambique defendem que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) deve ajudar as autoridades moçambicanas a combater a insurgência armada em Cabo Delgado porque o sofrimento das pessoas é dramático.

Uma missão das duas conferências terminou na sexta-feira, 4, uma visita à província de Cabo Delgado, onde observou as dramáticas condições em que vivem milhares de deslocados de guerra, na cidade de Pemba.

O programa incluiu deslocações aos centros que acolhem as pessoas fugidas dos distritos de centro e norte de Cabo Delgado, por causa da insegurança.

Para o presidente da Comissão de Justiça e Paz na Conferência Episcopal da África do Sul, que integra os bispos de Eswatini e Botswana, a SADC deve ter um papel activo na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, "tanto mais que o conflito não está a afectar apenas Moçambique, porque as vítimas dos ataques estão à procura de segurança em quase toos os países da região".

Victor Palana afirma ser necessário materializar os objectivos da SADC nos domínios político-militar e diplomático, visando não apenas o combate à insurgência como também o reforço das acções de assistência às vítimas dos ataques terroristas.

Palama avança ser importante o reforço das relações diplomáticas entre os países membros da SADC, para identificar a origem do problema, combater o terrorismo e prestar assistência humanitária aos deslocados.

O apelo à intervenção da SADC em Cabo Delgado foi feito também pelo vice-presidente da comissão da Justiça e Paz na Conferência Episcopal de Moçambique, bispo Dom Inácio Saure, para quem, a solução para o problema de sofrimento das pessoas passa pelo fim da guerra, e neste particular, os países da região devem ter um papel activo.

Fontes