Rio • 16 de janeiro de 2007

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

 

Um tanque-reservatório da Bayer S.A., contendo o inseticida Tamaron Técnico - produto químico utilizado como agrotóxico e de alto grau de toxidade - explodiu, no início da madrugada desta terça-feira, em Belford Roxo, Baixada Fluminense. A unidade que ocorreu a explosão está interditada.

A explosão

A explosão aconteceu as 0h15[1][2] e 0h30m[3][4][5] no início da madrugada desta terça-feira, no Complexo Industrial da Bayer em Belford Roxo, localizada na Baixada Fluminense do Rio de janeiro.

Foi ouvido um estrondo em um raio de quatro[6][7] a cinco[8] quilômetros da fábrica. As chamas puderam ser vistas da Rodovia Presidente Dutra e do Conjunto Habitacional do BNH, em Mesquita.

No momento da explosão as paredes de casas vizinhas estremeceram e, logo em seguida, houve um forte cheiro de gás. Segundo moradores o odor atingiu bairros vizinhos como Realengo, Campo Grande e Magalhães Bastos, na Zona Oeste do estado.

Controlando a situação

Imediatamente após a explosão o plano de emergência foi ativado. Foram acionadas a Brigada de Incêndio da empresa, a Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), a Defesa Civil e a Polícia Militar

Policiais do 39º BPM (Belford Roxo) isolaram a área temendo novas explosões, fechando o acesso ao viaduto que liga a unidade à Via Dutra e as ruas próximas como a Estrada Boa Esperança.

Bombeiros de quartéis de três municípios vizinhos juntaram esforços para apagar o fogo.

Segundo a Bayer, "A situação está sob controle e não há risco para a comunidade."

Após o resfriamento do tanque os resíduos foram tratados na estação do parque industrial.

Indícios do perigo

Segundo moradores da região um forte cheiro causou náuseas por volta das 19h desta segunda-feira, indicando um possível vazamento.[9]

Causas

As 0h15[10][11] houve um superaquecimento no reator da caldeira do tanque e a equipe de segurança, os funcionários e bombeiros da Brigada de Incêndio tentaram fazer o resfriamento. Mas com o aumento da temperatura ele se rompeu e causou o acidente.

Mário afirmou também que técnicos de segurança do trabalho e da Defesa Civil de Belford Roxo chegaram na unidade por volta das 10h[12] para investigar as causas.

Intoxicação e riscos ambientais

O Grupo Bayer afirmou, pouco depois das 10h desta terça, que não há risco de intoxicação da população nem de contaminação para o meio ambiente. A Defesa Civil e o Secretário de Segurança Pública do município de Belford Roxo, coronel Francisco D´Ambrósio, também confirmaram que não há riscos.

Axel Grael, presidente da Feema, disse, porém, que o impacto ambiental não foi grande. "A avaliação é que o impacto ambiental foi pequeno, mas mesmo esses empreedimentos licenciados precisam ser acompanhados muito de perto", contou.

Vítimas

O acidente causou pelo menos três vítimas, funcionários da empresa. Dois com queimaduras e um com fratura em uma das pernas. Os três estão internados, não sofreram intoxicação e passam bem. "A Empresa está prestando todo o auxílio necessário às vítimas e seus familiares."

Francisco Carlos Pereira da Conceição, de 53 anos, e José Edilson Ribeiro, de 42 anos, sofreram queimaduras de 1º e 2º grau, com 25 e 35% do corpo queimado, respectivamente. Eles estão internados na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio. Francisco saiu da CTI no mesmo dia, e José Edilson tem previsão de saída para amanhã de manhã.

Outro funcionário, Franciso de Assis Amorim, de 40 anos, teve fratura exposta em uma das pernas, e está internado no Hospital Mário Leone, em Duque de Caxias, na Baixada.

Multa

A Feema vai aplicar uma multa ao Grupo Bayer, de acordo com o resultado do exame da quantidade de produtos químicos que vazaram.

Referências

Fontes