Senadores celebram indicação ao Prêmio Nobel do brasileiro Alysson Paolinelli

10 de março de 2021

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O Plenário do Senado aprovou, durante sessão remota desta quarta-feira (10), requerimento de voto de aplauso apresentado pela senadora Kátia Abreu (PP-TO) ao ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli que concorre ao Prêmio Nobel da Paz 2021. A senadora declarou que o voto se deu por tudo que Paolinelli desenvolveu pela Embrapa no Brasil, além de seu trabalho no combate à fome no país e no mundo.

Alysson Paolinelli na década de 1970

O nome de Paolinelli recebeu o apoio de mais de 100 cartas de representantes de instituições de 28 países. A parlamentar ressaltou que a tropicalização da agricultura brasileira e a descoberta do Cerrado brasileiro, na gestão de Alysson à frente do Ministério da Agricultura, foi referencial para indicação do brasileiro ao Nobel da Paz.  

Ele foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz por tudo o que ele desenvolveu pela Embrapa no Brasil. Um brasileiro, apoiado por todos nós, da maior categoria, com mais de 80 anos, vivo, trabalhador assíduo, com raciocínio muito preciso. Parece que tem 20 anos de idade, devido ao seu espírito público — enfatizou Kátia Abreu.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e os senadores Antonio Anastasia (PSD-MG), Carlos Viana (PSD-MG) e Esperidião Amin (PP-SC) também requereram a homenagem. Para Pacheco, o ex-ministro é uma história viva da agricultura brasileira.

Esperidião Amin reforçou que Paolinelli é merecedor do prêmio sueço. O senador comparou a candidatura do brasileiro com o banqueiro Muhammad Yunus, vencedor do Nobel em 2006, e fundador do Grameen Bank, uma banco com negócios socias e sem a exigência sistemática de garantia.

Alysson Paolinelli, com o trabalho da Embrapa, merece o prêmio da paz porque isso representou democratizar o acesso a comida com o preço mais barato — disse.
O indicado

Alysson Paolinelli é uma das principais referências do agro brasileiro. Ele foi um dos responsáveis pela criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela revolução tecnológica que tornou o Cerrado uma das regiões mais produtivas do país. O mineiro e engenheiro agrônomo exerceu por três vezes o cargo de secretário de Agricultura de Minas Gerais e esteve à frente do Ministério da Agricultura no mandato do ex-presidente Ernesto Geisel. Foi também deputado federal, diretor da Escola Superior de Agricultura de Lavras (Esal), chefe da delegação brasileira na Conferência Mundial de Alimentos da FAO e presidente da Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior do Brasil.

Atualmente, é presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e do Instituto Fórum do Futuro, embaixador da Boa Vontade do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e responsável pela Cátedra Luiz de Queiroz, da Esalq.

O Nobel da Paz é concedido anualmente “para a pessoa que tenha feito o maior ou o melhor trabalho pela fraternidade entre nações, pela abolição ou redução dos exércitos permanentes e pela manutenção e promoção de congressos de paz”.

Fontes