Seis detidos e 5 agentes feridos, um grave, na Universidade de Barcelona

19 de março de 2009

Mapa dos países subscritos ao plano Bolonia, em vermelho estão marcados os paises em que foi rechaçado.

Barcelona, Espanha

Seis pessoas detidas, 16 denunciados por desobediência e cinco Mossos feridos, um deles grave, é o resultado provisório da expulsão de 53 estudantes alojados na reitoria da Universidade de Bolonha contra o plano Bolonha, que ocorreu perto dos seis horas desta manhã.

O plano Bolonha é uma iniciativa para a reforma educativa assinada pelos ministros da educação de todos os países da União Eropéia em 1999, que foram agregados mais países extra-comunitárias então, acrescentando mais países.

As detenções ocorreram após uma acusação policial contra um grupo de estudantes que, depois de terem sido expulsos, tentaram ocupar novamente o centro.

Os agentes têm utilizado força contra os estudantes que quase cortado da Gran Via barcelonesa para protestar contra o despejo do centro. Os jovens estavam mostrando os livros de textos aos políciais, quando de repente vários veículos chegaram para reforçar os Mossos d'Esquadra e havia iniciado a repressão.

Na sequência deste incidente em estudantes de uma forte tensão, os concentrados optaram por manifestar-se pelas ruas adjacentes à universidade e, posteriormente, ter empreendido uma marcha de protesto em direção ao centro de Barcelona.

Como resposta, os estudantes começaram a atirar cadeiras e outros objetos aos agentes, que têm agido firmemente e ter detido vários jovens.

Um porta-voz da polícia autonômica explicou que um dos Mossos com contusões no enfrentamento com os estudantes, foi levado para o hospital com lesões classificadas como "grave".

Os Mossos d'Esquadra (Polícia Autônoma em Catalunha) tinha despejado na madrugada centenas de estudantes que permaneciam ocupados no edifício histórico do reitorado da Universidade de Barcelona desde o 20 de novembro do ano passado como protesto de adaptação ao Espaço Europeu da Educação Superior (EHEA) também conhecido como Plano de Bolonha.

Estudantes feridos

Um dos estudantes que estava ocupado explicou que cerca de até 5:00 horas entrou os estudantes, centenas dos agentes dos Mossos com gritos e ameaças para se levantarem e abandonarem o edifício.

Também assegurou os quatro dos estudantes que estavam ocupados, foram feridos pela "ação contundente" pelas fontes de segurança, que foram sidos atendidos de lesões de diversa consideração por uma ambulância de 061, a que havia chamado e que estava no exterior.

Segunda repressão policial às 12 do meio-dia

Pouco depois do meio-dia, um grupo de estudantes, bandeiras na mão, cortou o caminho da Gran Via na Plaza Universitat, diante Facultad Central de la Universitat de Barcelona (UB). Manteve cortado o tráfego escoltado por fugões (ou carrinhas) dos Mossos.

Os carros policiais e ambulâncias com sirenes haviam deslocados aos estudantes ao longo da Gran Via, cortada ao tráfego na direção da Praça da Universidade Plaza Espanya para desintegrar-los.

Na zona haviam sido destacados até 14 viaturas dos Mossos e um helicóptero sobrevoava a Plaza Universitat. A força policial era evidente.

Os policiais anti-distúbios conduziram os estudantes de forma intimidadora, escoltados pelos fulgões, mas sem usar a força. Alguns dos estudantes passaram a machar até incício da Plaza Universitat e refugar-se enquanto que outros estão se reagrupando e voltando até a praça da Universitat.

Os estudantes gritaram insistentemente "Mossos fora da Universidade". O caos circulatório acrescenta a marcha estudantil.

O marcha começou às 12 horas e 30 horas na Rua Aribau e gritando pela Rua Consell de Cent. Os Mossos seguiram os jovens que estavam acampados na esquina com Gran Via. Os estudantes estavam às 13 horas em Passeig de Gràcia desfarzendo-se de forma pacífica.

O Reitor justifica o despejo

O reitor da Universitat de Barcelona (Universidade de Barcelona, UB), Didac Ramirez, havia dito que considera "necessário" para desalojar os estudantes alojados na Universidade, porque nos últimos dias haviam “ultrapassado a linha vermelha e deviam evitar uma escalada da violência”.

Ramirez disse que um estudante da faculdade de Geografia e História foi agredido por outro estudante e que uma vigilante apresentou uma denúncia por agressão.

Além disso, a vice-reitora não poderia ensinar a classe e durante o fim de semana “alguns manifestantes se mostraram agressivos com o pessoal do prédio histórico”.

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