5 de novembro de 2023

Profissionais reparando a rede elétrica em Piracicaba após um temporal no último dia de outubro.
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Na sexta-feira (3), o estado de São Paulo foi atingido por uma violenta linha de instabilidade, associada à passagem de um ciclone extratropical, que causou estragos na rede elétrica e deixou cerca de quatro milhões de pessoas sem luz. Segundo a Metsul Meteorologia, empresa especializada em previsão do tempo, esse foi um dos piores apagões por tempestades já registrados no Brasil, comparável ao ciclone bomba que afetou o Sul do país em 2020.

O maior valor de velocidade do vento durante o evento da sexta-feira foi de 151 km/h em Santos. O vendaval derrubou centenas de árvores, postes e fios, danificou semáforos e iluminação pública, e provocou alagamentos e deslizamentos. A Defesa Civil informou que houve sete mortes relacionadas ao temporal em diversas cidades, com registros na capital paulista (2), em Osasco (1), Santo André (1), Suzano (1), Limeira (1) e Ilhabela (1).

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que 1,2 mil endereços, cerca de três a quatro milhões pessoas, ainda estavam sem luz mesmo 48 horas após o evento, com a maior parte na cidade de São Paulo. A concessionária Enel conseguiu, até o início da noite deste domingo (5), restabelecer o serviço de energia elétrica para pouco mais da metade dos endereços.

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