Presidência são-tomense reitera eleições a 25 de Setembro

20 de julho de 2022

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Agência VOA

A Presidência da República de São Tomé e Príncipe reiterou nesta terça-feira, 19, que as eleições legislativas, regional e autárquicas serão realizadas a 25 de Setembro e que “todos os órgãos com responsabilidade neste processo sabiam desde 2021 com a aprovação do novo pacote eleitoral que em 2022 neste periodo haveria de realizar-se eleições”.

Em comunicado lido pelo assessor de Imagem e Comunicação Braçanan Santos e divulgado na sua página no Facebook, a Presidência lembrou que “por imperativo legal, as eleições devem realizar-se num domingo, entre 22 de Setembro e 14 de Outubro, sendo que as três datas possíveis e conhecidas previamente por todos os actores políticos, eram 25 de Setembro, 2 ou 9 de Outubro”.

Além de reiterar a data de 25 de Setembro para a realização das três eleições, a Presidência da República agradeceu “aos parceiros internacionais pelos apoios já concedidos para a realização destas eleições” e exortou a todos os são-tomenses, “em particular, os da diáspora, para seguirem e participarem neste processo eleitoral, celebrando esta conquista da democracia, que pela primeira vez permitirá aos cidadãos residentes no estrangeiro eleger deputados à Assembleia Nacional”.

O órgão dirigido por Carlos Vila Nova exortou também “as instituições, a sociedade civil, a comunicação social, os partidos e os movimentos políticos e os cidadãos, a participarem e a colaborarem em mais este acto da nossa história, com serenidade, cordialidade e respeito institucional mútuo, sentido de Estado, para que estas eleições se realizem num clima de harmonia, responsabilidade, paz social e tranquilidade”.

A polémica

A nota da Presidência surge no meio da polêmica em torno da não realização do recenseamento eleitoral que o Governo alega não ser possível realizar por falta de tempo e recursos.

O Chefe de Estado defendeu no dia 12, no discurso de celebração do 47º. aniversário da Independência Nacional, a realização do recenseamento para que ninguém seja impedido de exercer o seu direito ao voto.

Na sexta-feira, 15, a Juventude da Ação Democrática e Independente (JDAI), na oposição, levou milhares de jovens para a rua para exigir a realização do recenseamento.

A organização juvenil do MLSTP-PSD, partido no poder, respondeu responsabilizando o Presidente da República pelo facto.

Na segunda-feira, foi a vez do presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, também apontar o dedo a Carlos Vila Nova que, segundo ele, pode adiar a eleição desde que haja consenso entre a classe política.

“Primeiro, tem que haver um consenso. Neste caso seria da competência exclusiva do Presidente da República reunir os actores políticos e decidir alterar os prazos, alterar a data das eleições. Havendo consenso, porque não? Outra saída é os partidos políticos que têm representante na Assembleia Nacional tomarem a iniciativa de encurtarem os prazos, naturalmente em consonância com a Comissão eleitoral Nacional para ver se esses prazos são exequíveis”, disse Neves em conferência de imprensa.

Dados avançados pela oposição indicam que cerca de oito mil jovens podem ficarm sem votar caso não seja realizado o recenseamento eleitoral.

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