Preço da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras em 2020

14 de janeiro de 2021

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Por Brasil 61

Encher o carrinho do supermercado pesou no bolso no brasileiro em 2020. Segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço da cesta básica aumentou em todas as capitais brasileiras no ano passado. As maiores altas foram registradas em Salvador (32,89%) e Aracaju (28,75%). Curitiba teve o menor aumento – de 17,76%. O aumento médio do preço do conjunto de alimentos foi de 24,67%.

No último mês do ano, as cestas mais caras foram registradas em São Paulo (R$ 631,46), Rio de Janeiro (R$ 621,09) e Porto Alegre (R$ 615,66). As mais baratas estão em Aracaju (453,16), Natal (458,79) e Recife (469,39).

De acordo com o Dieese, considerando o preço da cesta básica de São Paulo, o salário mínimo deveria ser de R$ 5.304,90 – cinco vezes maior que o valor vigente, que é de R$ 1.045. Os itens básicos considerados no levantamento constam no Decreto-lei 399/1938.

Preço do gás de cozinha sobe mais que o dobro da inflação e encerra 2020 com alta de 9,24%

Não é só o preço dos alimentos básicos que subiu em 2020; preparar a refeição também ficou mais caro para os brasileiros, no ano passado. Preço do gás de cozinha subiu mais que o dobro da inflação e encerrou 2020 com alta de 9,24%. O dado é do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação registrada no ano passado ficou em 4,52%.

O aumento do gás de cozinha impacta principalmente as famílias mais pobres, já que o gás encanado – usado pelas famílias de maior renda – ficou 1,29% mais barato no período. O gás veicular fechou 2020 com alta de 1,66%.

O botijão de gás de cozinha está custando em média, atualmente, R$ 75,04, segundo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Antes da pandemia, o preço médio era de R$ 69.

Segundo os pesquisadores, a variação do preço do gás de cozinha se dá pelo preço do dólar e pela cotação internacional do petróleo, mas a queda no consumo das famílias também contribuiu com o aumento.

No fim de 2020 cresceu a quantidade de brasileiros com dívidas

O número de brasileiros com dívidas voltou a subir no último mês de 2020, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada em dezembro, 66,3% dos consumidores estão endividados, uma alta de 0,3 ponto percentual com relação a novembro. No comparativo anual, o indicador registrou aumento de 0,7 ponto percentual.

Apesar do crescente número de pessoas endividadas, a pesquisa também revela que os consumidores continuam conseguindo quitar débitos e compromissos financeiros. O total de famílias com dívidas ou contas em atraso apresentou a quarta redução consecutiva, caindo de 25,7%, em novembro, para 25,2%, em dezembro. Em comparação com igual mês de 2019, a proporção cresceu 0,7 ponto percentual.

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Fontes

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