Agência Brasil

22 de outubro de 2010

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O dissidente cubano Guillermo Fariñas, de 48 anos, que ficou 11 anos preso e fez greve de fome até a libertação dos primeiros presos políticos de Cuba, foi escolhido ontem (21) o vencedor do prêmio de direitos humanos concedido pelo Parlamento da União Europeia. É a terceira vez que a dissidência cubana recebe o Sakharov, um prêmio de 50 mil euros (cerca de R$ 116 mil). As informações são da BBC Brasil.

O prêmio é entregue a “indivíduos excepcionais que combatem a intolerância, o fanatismo e a opressão”, segundo as normas do conselho do parlamento. Psicólogo e jornalista independente, Fariñas ganhou notoriedade internacional com uma greve de fome de quatro meses encerrada em julho quando o governo cubano decidiu libertar 52 prisioneiros políticos. Antes, o dissidente havia feito 22 greves de fome contra o regime de Fidel e Raúl Castro.

O presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, disse que espera “entregar o prêmio pessoalmente a Fariñas aqui, em Estrasburgo, cidade francesa onde está localizada a sede do Parlamento, em dezembro, o que seria um grande momento para todos os presos de consciência de Cuba”.

O anúncio do prêmio ocorre poucos dias antes de os chanceleres europeus se reunirem para discutir as relações entre a União Europeia e o governo cubano. A chamada Posição Comum, adotada pelo bloco europeu em 1996, condiciona a aproximação com Havana a avanços em direitos humanos na ilha.

Outros finalistas desta edição do prêmio Sakharov foram as organizações não governamentais Breaking the Silence, de Israel, que expõe o que considera injustiças na ocupação de territórios palestinos, e Birtukan Midesksa, da Etiópia, que luta pela democracia em seu país.


Fontes