Dinamarca • 17 de fevereiro de 2015

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O pacote encontrado hoje (17) no café que foi palco de um dos atentados terroristas em Copenhague, no fim de semana, não representa perigo. Após avaliar o material, a polícia informou que não há conteúdo explosivo. Depois de receber um alerta sobre o pacote pela manhã, as forças de segurança isolaram a área do café para averiguações. Cerca de 30 homens e cães farejadores participaram das buscas.

A capital da Dinamarca permanece sob alerta máximo de segurança. Na tarde de sábado, um homem invadiu um café durante um evento sobre liberdade de expressão e atirou nos presentes. Entre eles estava o cartunista sueco Lars Vilks, que tinha sido ameaçado de morte pela autoria de uma caricatura do profeta Maomé. Vilks saiu ileso, mas o cineasta dinamarquês Finn Noorgard, de 55 anos, morreu na hora, e três policiais ficaram feridos.

Cerca de oito horas depois, novos tiros foram registrados em frente à principal sinagoga de Copenhague, em Krystalgade. O segurança da sinagoga, Dan Uzan, 37 anos, morreu, e dois policiais ficaram feridos. Por volta das 5 horas de domingo (2h no Brasil), o autor dos atentados foi morto pela polícia, após uma perseguição no distrito de Norrebro, região noroeste de Copenhague. Omar Abdel Hamid El Hussein tinha 22 anos, era nascido na capital e conhecido pela polícia por seu histórico de assaltos e envolvimento com gangues. Ontem (16), foi confirmada a prisão de duas pessoas suspeitas de apoiar o atirador.

Membros do Parlamento dinamarquês, em sua primeira sessão após os atentados, fizeram um minuto de silêncio pelas vítimas. “Com um minuto de silêncio queremos lembrar as vítimas deste fim de semana e reafirmar nosso desejo de defender nossa democracia e liberdade”, disse o porta-voz do Parlamento, Mogens Lykketoft.

Os dinamarqueses continuam a deixar, nos locais dos ataques, flores, velas, bandeiras e mensagens em homenagem aos que morreram. O sentimento é o de tristeza e medo. A dinamarquesa Petra Miller disse que nunca sentiu um medo igual antes. “Ontem eu sentei no trem e um homem que usava um niqab (espécie de véu que cobre a cabeça e o rosto, revelando apenas os olhos) sentou atrás de mim. Eu tive que sair do trem, eu estava com medo. É muito ruim esse sentimento.”

Fontes