Oposição guineense considera demissão de ministro como "ponta do iceberg" da crise

6 de novembro de 2020

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Um dia depois do ministro da Economia e da Integração Regional, Victor Mandinga, abandonar o Executivo, 24 horas após o Presidente da República ter nomeado Soares Sambu, até então um dos seus principais conselheiros, para as funções de vice-primeiro-ministro, os partidos da oposição dizem que é apenas a "ponta do iceberg" de uma crise que virá.

É a primeira demissão no Governo de Nuno Gomes Nabiam, que ainda não se pronunciou. O PAIGC, da oposição não perdeu tempo e classificou o pedido de demissão de Victor Mandinga de “um elemento que prova, uma vez mais, a lógica de força”.

Califa Seide, vice-presidente dos “libertadores” e líder da bancada parlamentar, considera que “faz todo o sentido a decisão do ministro demissionário”.

O presidente da União para Mudança, Agnelo Regala, alerta que o seu partido “não pretende pronunciar-se relativamente a um governo que a seu ver é ilegal e ilegítimo”.

Ainda segundo Regala, “este acontecimento a que estamos assistir é a ponta do iceberg de uma crise muito mais grave que vai acontecer”.

Quem também não fica indiferente à demissão do ministro da Economia e da Integração Regional é o líder do Partido da Unidade Nacional, Idrissa Djaló, para quem “essas alianças (do governo) vivem da forma como nasceram, não são alianças baseadas numa visão política, mas apenas para chegar ao poder e, naturalmente, esse tipo de alianças não podem durar”.

O primeiro-ministro Nuno Gomes Nabiam e os partidos da coligação governamental não se pronunciaram ainda sobre a demissão de Victor Mandinga.

Recorde-se que o presidente Úmaro Sissoco Embaló empossou na quarta-feira Soares Sambú no cargo de vice-primeiro-ministro, até então inexistente.

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