OMS: buscar "imunidade coletiva" é antiético

19 de outubro de 2020

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O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta contra a estratégia de buscar imunidade coletiva para conter a pandemia do coronavírus, afirmando que a ideia é antiética.

Em uma entrevista coletiva na segunda-feira em Genebra, Suíça, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que as autoridades de saúde deveriam apenas buscar obter imunidade por meio da vacinação, não expondo as pessoas ao vírus.

A imunidade de rebanho ocorre quando uma população está protegida do vírus porque um limite de imunidade foi atingido nessa sociedade.

“Nunca na história da saúde pública a imunidade coletiva foi usada para responder a um surto, muito menos a uma pandemia. É cientificamente e eticamente problemático”, disse Tedros.

A OMS estima que 10% da população mundial tenha contraído o coronavírus. Que porcentagem de infecção seria necessária para atingir a imunidade de rebanho ainda é desconhecida.

Tedros destacou que, para alcançar a imunidade coletiva no caso do sarampo, 95% da população teve que ser vacinada, enquanto no caso da poliomielite, o limite é em torno de 80%.

Fontes