Agência VOA

1 de dezembro de 2022

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O gabinete do Príncipe William disse que "o racismo não tem lugar em nossa sociedade", enquanto ele tentava evitar que uma controversia de sua madrinha com uma ativista preta ofuscasse sua viagem aos Estados Unidos. Lady Susan Hussey, de 83 anos, deixou o cargo de "Senhora da Casa" ontem, depois que a executiva-chefe de um abrigo para mulheres no leste de Londres disse que Hussey perguntou repetidamente de onde ela "realmente veio, mesmo depois dela dizer à mulher mais velha que era britânica. A conversa ocorreu na terça-feira em uma recepção no Palácio de Buckingham para aqueles que trabalham para acabar com a violência doméstica.

Ngozi Fulani, diretora-executiva do Sistah Space, um abrigo no leste de Londres que oferece suporte especializado para mulheres de ascendência africana e caribenha, detalhou sua conversa com um membro da família real em um longo post no Twitter. Fulani disse que quando disse à mulher que era do leste de Londres, ela respondeu: "Não, de que parte da África você é?"

A interlocutora foi identificado ontem como sendo Lady Susan Hussey, que serviu como dama de companhia da falecida rainha Elizabeth II por mais de 60 anos e é uma das madrinhas de William.

William e Catherine, Príncipe e Princesa de Gales

“O racismo não tem lugar em nossa sociedade”, disse um porta-voz de William no Palácio de Kensington. "Esses comentários foram inaceitáveis ​​e é certo que o indivíduo tenha se afastado com efeito imediato".

O incidente reacendeu as alegações de "racismo institucional" no palácio no primeiro dia da visita do Príncipe e da Princesa de Gales a Boston. Enquanto a viagem se concentra no Earthshot Prize, iniciativa de William para apoiar empreendedores que trabalham em soluções para as mudanças climáticas e outros problemas ambientais, o casal real também tenta mostrar que a monarquia ainda é relevante em um mundo multicultural.

O episódio é um lembrete dos comentários de Meghan, a Duquesa de Sussex, no ano passado, em uma entrevista com a apresentadora de televisão americana Oprah Winfrey. Meghan, uma americana birracial casada com o irmão de William, alegou que um membro da família real perguntou a ela sobre a cor da pele de seu bebê quando ela estava grávida de seu primeiro filho.

No entanto, o incidente chega em um momento importante para o casal real: sua primeira viagem ao exterior em oito anos e a primeira desde que se tornaram Príncipe e Princesa de Gales após a morte da rainha. O destaque da visita de três dias a Boston acontecerá na sexta-feira, quando William apresentará a cerimônia do Prêmio Earthshot, encabeçada por nomes como Billie Eilish. Além disto, o tour do casal também incluirá visitas a organizações que mantêm projetos antipobreza, de desenvolvimento infantil e de combate a inundações, demonstrando o compromisso do casal com questões importantes que o mundo moderno enfrenta.

A visita ocorre menos de três meses após a morte da rainha Elizabeth, cuja popularidade pessoal abafou as críticas à coroa durante seu reinado de 70 anos. O Rei Carlos III, pai de Guillermo, deixou claro que sua Casa Real será reduzida, com menos pompa do que seus antecessores costumavam ter.

William e Kate chegaram ao Aeroporto Internacional Boston Logan na quarta-feira, onde foram recebidos pelo governador de Massachusetts, Charlie Baker, e pela vice-governadora, Karyn Polito. Mais tarde, o casal assistiu a um jogo de basquete do Boston Celtics. Ao desembarcar, William agradeceu aos moradores locais "pelas muitas homenagens que prestaram à falecida rainha", observando que sua avó se lembrava de sua visita bicentenária de 1976 a Boston "com grande carinho".

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