Moçambique: Cabo Delgado continua com segurança volátil

13 de fevereiro de 2021

Mapa da província de Cabo Delgado
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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) diz que a situação de segurança continua volátil na província moçambicana de Cabo Delgado, que resultou em mais de meio milhão de deslocados internos.

"Existem 530 mil deslocados internos nas províncias de Cabo Delgado, Nampula e Niassa, e as suas principais necessidades estão relacionadas com a falta de abrigo e de acesso aos serviços básicos, entre outras", afirma o ACNUR numa avaliação à situação resultante da insurgência armada no norte de Moçambique.

O ACNUR realça que o acesso a alguns distritos afectados por ataques jihadistas continua difícil para as agências das Nações Unidas e outros actores humanitários.

O pesquisador e coordenador do Conselho Técnico do Observatório do Meio Rural, João Feijó, está no terreno, e considera problemática a situação em Cabo Delgado, e isso coloca um grande desafio ao Estado moçambicano.

Avançou que o Estado moçambicano está fragilizado, "não só por causa da Covid-19, da diminuição de preços das matérias-primas, da decisão dos doadores (suspensão do apoio directo ao Orçamento de Estado), como também do esforço de guerra no centro e norte do país, o que faz com que não esteja em condições para integrar social e economicamente meio milhão de indivíduos".

Feijó referiu que são mais de quinhentas mil pessoas que se encontram acomodadas em centros de acolhimento em condições bastante precárias, "com carências alimentares, apesar de estarem a ser assistidas pelo Programa Mundial de Alimentação, Caritas, entre outras agências humanitárias".

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