Agência Brasil

4 de agosto de 2009

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O ministro de Energia e Mudanças Climáticas do Reino Unido, Ed Miliband, disse ontem (3) que as agências ambientais de seu país estão trabalhando para responsabilizar quem mandou os contêineres de lixo enviados ilegalmente ao Brasil.

“Isso é completamente inaceitável. Entendemos os sentimentos do Brasil, e nossas agências ambientais vão se certificar de que esse problema será tratado seriamente e que todas as ações apropriadas estão sendo feitas contra as pessoas responsáveis por isso”, declarou Miliband. Ele se reuniu hoje com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em Brasília, mas garantiu que o tema não foi discutido no encontro.

Os 40 contêineres com lixo do Reino Unido chegaram ao Brasil entre fevereiro e maio deste ano e continham materiais nocivos como pilhas, seringas, cartelas de medicamentos e embalagens de preservativos. Na manhã de hoje, um navio com o lixo enviado ilegalmente ao Brasil deixou o Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

O ministro britânico também se reuniu hoje com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Miliband está no Brasil desde o último sábado (1º), com o objetivo de debater os esforços para um acordo global que vai limitar as emissões de gases de efeito estufa, que deverá ser firmado em dezembro deste ano, durante a reunião do COP-15, em Copenhagen, na Dinamarca. O novo tratado deverá substituir o Protocolo de Quioto, que vence em 2012. Para Miliband, a liderança do Brasil é fundamental para que o acordo seja concretizado.

Antes de chegar em Brasília, o ministro britânico foi ao município de São José do Xingu, no Mato Grosso, onde conversou com grupos indígenas sobre as soluções para evitar o desmatamento na Amazônia. Miliband também conheceu a planta de bioetanol em Piracicaba. Segundo ele, o Brasil tem uma visão diferente em relação aos biocombustíveis.

“Temos que ser conscientes em relação aos biocombustíveis, porque eles podem ter impactos negativos. Mas o Brasil também está mostrando impactos positivos que podem ter nas mudanças climáticas. Então, precisamos ter um balanço nesse assunto”, afirmou Miliband.


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