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MDM quer governo de transição e eleições dentro de um ano em Moçambique

Moçambique.

Agência VOA

Porta-voz do MDM Sande Carmona garante que liderança de Daviz Simango não está em causa.

2 de dezembro de 2014

Moçambique

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) aceita um Governo de gestão ou de transição de seis a 12 meses com a missão de preparar novas eleições, de forma a pôr cobro ao que chama de fraude eleitoral de Outubro passado.

O porta-voz do MDM, Sande Carmona disse à VOA que a proposta da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) de um Governo de cinco anos significa legitimar a fraude e reiterou não haver espaço neste momento para se colocar em causa da liderança de Daniz Simango.

Sande Carmona afirma que o MDM aguarda a decisão final do Conselho Constitucional sobre as eleições que considera ter sido uma fraude generalizada para tomar uma posição definitiva sobre o acto de 15 de Outubro.

O porta-voz afirma, no entanto, que a proposta da RENAMO de um Governo de gestão de cinco anos não tem o apoio do seu partido.

Questionado se o MDM aceitar um Governo nos termos por ele definido, ou seja de transição, Carmona é claro "sim, porque desde a primeira hora dissemos que as eleições foram uma fraude".

Entretanto, à luz dos resultados apresentados pela Comissão Nacional de Eleições, o líder do MDM conseguiu 6,36 por cento dos votos para a Presidência da República, um resultado considerado aquém das expectativas por analistas e simpatizantes do partido.

Em determinados círculos questionou-se a liderança de Simango, ao ponto de a imprensa ter aflorado o nome do actual edil (vereador) de Quelimane, Manuel Araújo para a presidência do partido.

O porta-voz do MDM, Sande Carmona, diz que o partido funcionar por mandatos e garante esse problema não se coloca.

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