18 de fevereiro de 2008

Bandeira de Kosovo.
Kosovares comemoraram a independência em várias cidades europeias.
Cena semelhante em Bruxelas.
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Às 15:00 GMT do domingo (17/02), Kosovo anunciou a sua independência da Sérvia. O Primeiro Ministro Hashim Thaçi declarou que Kosovo se tornaria um país democrático e que respeitaria os direitos de todas suas comunidades. É esperado que vários países, incluindo o Reino Unido, os Estados Unidos da América e a maioria dos integrantes da União Europeia, reconheçam a sua independência na segunda-feira. A Sérvia e a Rússia são contra a independência de Kosovo. Aproximadamente 10% dos kosovares são de descendência sérvia, a maioria é albanesa.

A declaração de independência passou por unanimidade pelo parlamento de Kosovo, o qual em seguida ratificou-o. O primeiro ministro disse aos deputados: "nós esperamos por este dia por muito tempo" e "a independência de Kosovo marca o final da dissolução da antiga Iuguslávia". Ele também declarou que Kosovo trabalharia para seguir o plano sugerido pelo ex-Presidente da Finlândia, Martti Ahtisassri e pelas Nações Unidas. Os deputados também escolheram uma nova bandeira, que mostra o mapa do país dourado, num fundo azul, com seis estrelas brancas.

O Primeiro Ministro da Sérvia, Vojislav Kostunica disse que a declaração tornou Kosovo "um falso estado". O Ministro das Relações Exteriores sérvio Vuk Jeremić disse o seguinte: "Deixe-me ser bem claro. A República da Sérvia nunca aceitará qualquer violação da integridade do seu território. Nunca reconheceremos a independência de Kosovo. Não renunciaremos, não desistiremos, nem deixaremos este acto covarde passar em branco. Não agora. Não em um ano. Não numa década. Nunca."

Jeremić dissera em outra ocasião que se Kosovo declarasse independência, "tomaria todas as medidas diplomáticas, políticas e econômicas a fim de impedir e reverter um ataque direto e sem motivo" à soberania de seu país.

Reação internacional

Mapa de Kosovo.

O gabinete britânico das Relações Exteriores emitiu a declaração de que "foi um acontecimento importante que cria um novo contexto para a situação de Kosovo". O Presidente dos EUA George W. Bush disse que "apoiou fortemente o plano de Ahtisaari" que resultou na declaração.

Javier Solana, o coordenador da União Europeia para a política internacional disse que "a estabilidade em Kosovo e também em toda Bálcãs é essencial", e que ele está "convencido que os líderes kosovares assumirão suas responsabilidades neste momento crucial". O Ministro das Relações Exteriores francês Bernard Kouchner disse que ele deseja boa sorte a Kosovo.

O Ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que espera que as forças de paz das Nações Unidas e da OTAN façam sua obrigação e "tomem medidas administrativas" contra a declaração. O Presidente da Rússia Vladimir Putin criticou os estados europeus que apoiaram a declaração lembrando que outros grupos separatistas como os bascos na Espanha e a República Turca ao norte de Chipre não receberam apoio semelhante. Ele também disse que o apoio à declaração de Kosovo "não é moral, nem legal".

O Ministro das Relações Exteriores dos Países Baixos, Maxime Verhagen, disse que gostaria de estudar a constituição e a declaração de independência antes de apoiar a nova nação. O Ministro das Relações Exteriores da Bégica, Karel De Gucht, aconselhou Ahtisaari a garantir a segurança e a estabilidade na região.

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Wikipédia
Na Wikipédia há um artigo sobre Independência do Kosovo.

Fontes