Eleições dos EUA: visões diferentes dos apoiadores

4 de novembro de 2020

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A poucas horas de se conhecerem os primeiros resultados das eleições presidenciais mais concorridas da história recente dos Estados Unidos, analistas e apoiantes apostam as suas fichas num resultado renhido, mas com pendor para os respectivos candidatos.

Apesar da pandemia que impôs à campanha um cariz completamente atípico, as duas campanhas avançaram com agendas carregadas nas últimas semanas, levando os seus apoiantes a acreditar na vitória do seu candidato.

Luís António Faria, conhecido por Tó Faria, empresário, escritor e comentador é republicano e acredita na vitória do presidente Donald Trump. Ele diz não confiar nas sondagens que também em 2016 davam vantagem a Hillary Clinton e aponta para outro fator.

“Entusiasmo”, diz Faria que lembra o facto de Trump arrastar milhares de pessoas para os seus comícios, enquanto Biden apenas conseguia “150 ou até apenas pessoas da organização”. Aquele comentador dá apenas “15% de hipóteses” de derrota para Trump.

Diniz Borges, professor universitário, diretor do Instituto Português Além Fronteiras da Universidade Estadual da Califórnia e comentador, é democrata e tem uma “esperança cautelosa” em relação à vitória do antigo vice-presidente Joe Biden.

Apesar da vantagem que as sondagens dão ao candidato Joe Biden, nos cinco estados que vão determinar o resultado, aquele analista lembra que esse quadro embora parecido ao de 2016 quando Hillary Clinton concorreu à presidência, “não é igual”.

“Neste momento, Donald Trump não é uma novidade, o eleitorado americano já o conhece, sabe como tem sido a governação dele nos últimos quatro anos e ele não tem a mesma desvantagem em termos políticos como há quatro anos”, aponta Borges, quem destaca “as circunstâncias diferentes em relação a 2016”.

Os próximos anosEditar

Em caso de vitória de Trump, Tó Faria acredita que ele vai dar continuidade “à construção do muro na fronteira com o México, que tem permitido uma enorme redução da imigração ilegal”, vai fazer regressar as tropas à casa, deixando um pequeno remanescente na Síria e no Iraque, “concluir os acordos comerciais que têm beneficiado a América, principalmente na agricultura” e recuperar a economia.

Por seu lado, Diniz Borges lembra a difícil situação em que se encontra o país, principalmente devido à pandemia e aponta que os dois “primeiros anos serão terríveis”.

"Há uma polarização na sociedade americana em relação à pandemia, não só em relação à política, e Donald Trump tem tido uma posição muito dificultosa para os americanos", lembra Borges.

Apesar da economia "estar nas ruas da amargura", aquele analista acredita que, com Biden, é possível potenciar “a grande força econômica dessa nação".

FontesEditar

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