Brasil • 30 de maio de 2005

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Durante encontro patrocinado pelo governo federal em Brasília, mais especificamente pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, o médico obstetra Jefferson Drezett, coordenador do Serviço de Atenção Integral a Mulheres em Situação de Violência Sexual em São Paulo, defendeu a legalização do aborto como forma de reduzir o número de mortes de mulheres vítimas de abortos clandestinos.

O médico diz que o aborto "deixar de ser crime não aumenta o número de abortos, pode até reduzir, se isso vier acompanhado de outras medidas que ajudem as mulheres a poder exercer melhor os seus direitos sexuais e reprodutivos."

Segundo Drezett: "O fato de o aborto ser proibido acaba levando um enorme contingente de mulheres a procurar o aborto clandestino, que em grande parte das vezes é realizado em condições inseguras e acaba causando danos e efeitos físicos para as mulheres muito importantes".

De acordo com a agência de notícias do governo Agência Brasil a mortalidade materna no Brasil é alta e dados da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres indicam que, em 2002, foram registrados 53,77 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos.

O médico contudo não menciona o fato de a legalização do aborto "ser capaz de levar à morte um número bem maior de crianças em formação", segundo opinião expressa diversas vezes por autoridades da Igreja Católica brasileira.

O médico Jefferson Drezett é consultor da seção brasileira da ONG IPAS, uma organização internacional que defende o aborto.

Fontes