4 de agosto de 2009

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Os crimes cometidos por estrangeiros em Cartagena de Indias, ao norte da Colômbia, como o nacro-tráfico e abuso sexual, estão caindo sem ser judicializados, devido à falta de tradutores na cidade, capital do departamento de Bolívar e Património da Humanidade desde 1984.

Cartagena ao anoitecer/atardecer.
Fonte: Flickr.

Segundo o juiz Fredy Machado, "nesta cidade nós necessitamos pessoal que domine inglês, italiano, alemão, francês, árabe, hebraico, mandarim, porque com frequência chega (sic) na cidade pessoas oriundas destes países não se comportam bem nesta cidade e aqui vem os problemas".

De acordo com Machado, presidente da Asonal Bolívar (Asociación Nacional de Funcionarios y Empleados de la Rama Judicial), tradução livre de Associação Nacional dos Profissionais e Trabalhadores do Ramo Judicial, situações em que existe uma escassez de pessoal poliglota são frequentes na cidade, porque é um destino turístico e "caiu pela metade".

Machado assegurou que “o mais grave é que para a justiça o pré-suposto sempre é curto, enquanto existem outros ramos que tenha sido entregado suficientes recursos e estamos passando todos os tipos de adversidade para resolver o que a cidadania nos pede dos cargos onde estamos”.

Estas declarações ocorreram logo depois que o inglês de 37 anos, Richard James Williams, acusado de ter violado (estupro no Brasil) uma menor, foi posto em liberdade porque ninguém poderia dar-lhe a conhecer os seus direitos em inglês. Aparentemente, Williams já saiu do país. No início deste ano, ocorreu algo semelhante com alguns turistas israelenses.

Fontes