20 de janeiro de 2022

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Numa reunião especial transmitida via You Tube, a Dicol (Diretoria Colegiada) da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou hoje o uso emergencial da vacina contra covid-19 CoronaVac em crianças. A vacina a ser usada tem a mesma fórmula da aplicada nos adultos, mas só foi liberada para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos de idade, que não sejam imunocomprometidos.

“No decorrer do processo foram avaliados estudos clínicos de fase I e II, dados preliminares dos estudos de eficácia, segurança e imunogenicidade (fase III) realizados com 14 mil crianças em cinco diferentes países, e de estudos de efetividade (fase IV) realizados com milhões de crianças no Chile. As evidências científicas disponíveis até o momento sugerem que há benefícios e segurança para a utilização da vacina na população pediátrica”, explicou a Anvisa num comunicado em seu portal.

Em dezembro passado, a Agência já havia liberado o uso da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos, com e sem doenças pré-existentes, enquanto a imunização de adolescentes entre 12 e 17 tinha sido aprovada em julho de 2021.

O processo de liberação

Em agosto de 2021, a Anvisa havia negado a liberação da CoronaVac para uso no público infanto-juvenil, justificando que o Instituto Butantan, que envaza a vacina da Sinovac no Brasil, não havia entregue todos os dados para que os especialistas pudessem avaliar a eficácia do imunizante neste público. "Com as informações apresentadas pelo Butantan no pedido em questão, não foi possível concluir sobre a eficácia e a segurança da vacina nessa faixa etária", comunicou a Anvisa então.

No início deste mês, novas reuniões foram realizadas, tendo a Agência ouvido o parecer de sua equipe técnica e de especialistas do Instituto Butantan, de técnicos do Chile e da Sinovac, que produz o imunizante. Também participaram do debate representantes da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

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Fontes