9 de novembro de 2020

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Com 21 votos a favor, 2 contra, 5 abstenções e 6 ausências, o Conselho Permanente da [[w:OE|]] aprovou hoje à tarde (no horário brasileiro) a resolução "Rejeição às eleições parlamentares celebradas em 6 de dezembro na Venezuela".

Na primeira página do documento emitido, lê-se que a entidade expressa "seu repúdio às eleições fraudulentas de 6 de dezembro, concuzida pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro, com o único propósito de eliminar a única instituição legítima e democrática eleita na Venezuela".

Contexto

As eleições parlamentárias aconteceram no domingo passado na Venezuela, mas os partidos de oposição, entre eles os principais, Acción Democrática, Primero Justicia, Un Nuevo Tiempo e Voluntad Popular, se negaram a participar do pleito.

O Grupo de Lima, o Grupo Internacional de Contato sobre Venezuela, os Estados Unidos e a União Europeia criticaram as eleições, dizendo que elas não eram livres e nem justas.

O Grupo de Lima

O Grupo de Lima é um agrupamento de chanceleres de países das Américas formado em 8 de agosto de 2017, na capital do Peru, Lima, com o objetivo declarado de "abordar a crítica situação da Venezuela e explorar formas de contribuir para a restauração da democracia naquele país através de uma saída pacífica e negociada". Na ocasião, representantes de 12 países americanos (Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru) firmaram o documento conhecido como Declaração de Lima, no qual o grupo definiu sua posição acerca da "situação crítica na Venezuela", condenando a existência de "presos políticos", a "falta de eleições livres" e a "ruptura da ordem democrática na Venezuela". Além disso, o grupo manifesta sua "preocupação com a crise humanitária" venezuelana.

A partir de 23 de janeiro Guiana e Santa Lúcia se juntaram ao grupo. A Bolívia aderiu no dia 22 de dezembro de 2019. Os Estados Unidos, embora não integrem oficialmente o grupo, participam das reuniões.

Referências

Fontes