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Europa • 10 de maio de 2012

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Brasília - O controle das negociações de paz entre palestinos e israelenses como parte do chamado Quarteto – grupo formado pelos Estados Unidos, União Europeia, Organização das Nações Unidas (ONU) e Rússia – foi criticado hoje (10) pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Em audiência pública, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, Patriota defendeu que o assunto seja tratado também no âmbito mundial por meio da ONU.

“O assunto não é tratado [no âmbito mundial] porque o Quarteto está tratando do tema. Não se pode terceirizar e ficar de mãos atadas porque o assunto está sendo tratado por outros”, disse Patriota, ao ressaltar que o Brasil é favorável ao Estado autônomo e independente da Palestina.

Em seguida, o chanceler reiterou que essa não é uma situação que deve ser monopolizada por um grupo de países. “É um tema que merece ser tratado de forma multilateral, sobretudo com equilíbrio”, destacou. Ele lembrou ainda que o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) firmou acordos preferenciais com a Autoridade Nacional Palestina e o governo de Israel. Segundo Patriota, o diálogo é o caminho da negociação entre palestinos e israelenses. “O Brasil, em coordenação com outros países, tem manifestado com firmeza sua frustração sobre o progresso [das negociações sobre os processo] de paz”, ressaltou ele.

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