Agência VOA

João Pinto responde aos partidos da oposição que pedem a demissão.

24 de novembro de 2014

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Um dia depois das manifestações do fim-de-semana em Luanda, os partidos na oposição em Angola defendem que o país só será um país democrático e de direito sem o MPLA e José Eduardo dos Santos no poder. O partido no poder acusa de crime os que pedem a demissão do Presidente da República.

A deputada pela bancada parlamentar da Unita Mihaela Webba diz que o o actual regime no poder em Angola entra em pânico só de ouvir falar de manifestação. "O regime quando ouve falar de manifestação utiliza todo aparato policial do Estado para reprimi-la, se tivéssemos a nossa policia assim todos os dias talvez Angola já não tivesse crimes", diz Webba que defende a queda do actual regime no poder, mas de uma forma democrática.

"Todos nós queremos um objectivo: tornar Angola um Estado democrático e para tal se concretize este regime tem de cair, todos lutamos para isso", concluiu a deputada da Unita.

A mesma linha de pensamento tem a Casa-CE e, em entrevista à VOA, Abel Chivukuvuku considerou só haver uma saída. "O presidente quase que considera o país como sua propriedade privada, que ele pode dispor com os seus familiares e amigo, ele quase que considera assim por isso que os angolanos têm que entender que para que os recursos de Angola sejam de todos angolanos José Eduardo dos Santos tem que sair do poder, mas de forma positiva, pacifica e ordeira, porque a pobreza e a falta de realização dos cidadãos num país rico com muitas desigualdades são factores de instabilidade", acusou Chivukuvuku.

Por seu lado, Joaquim Nafoia, dirigente do PRS, emitindo uma opinião pessoal, diz acreditar que “a única forma de se criar ruptura e forçar mudanças a este regime é essa de manifestações que os jovens estão a seguir, eu pessoalmente me revejo nisso"

Do lado do poder, o deputado do MPLA João Pinto considera um equivoco da oposição pensar assim. "Querem acusar o MPLA de que? Esses pronunciamentos são próprios de quem quer o poder e querem achincalhar quem detém o poder e se calhar quando lá chegarem vão fazer pior, o próprio Chivukuvuku abandonou a Unita e criou a sua coligação, são tão democratas que não conseguem aturar a diferença, os mesmos que disseram que as eleições foram fraudulentas tomaram posse, estão no parlamento, já estamos habituados, o povo angolano sabe quem é quem".

Quanto aos jovens manifestantes o deputado diz que “não se pode confundir uma manifestação anárquica de alguém que pretende se manifestar e diz pretende derrubar o Presidente da Republica é crime, assim como não se deve coagir um órgão eleito democraticamente como o Governo eleito a demitir-se”. Para Pinto “é um crime e a nossa lei de manifestação não prevê isso"

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