Analistas: ganhe Biden ou Trump, união com Maduro "não tem reverso"

5 de novembro de 2020

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Seja qual for o resultado eleitoral da presidência dos Estados Unidos a política em relação à Venezuela não passará por mudanças substanciais, mas, talvez, táticas, segundo analistas.

Donald Trump, candidato à reeleição pelo partido Republicano, e Joe Biden, candidato democrata, ex-vice-presidente, protagonizam uma competição acirrada pela Casa Branca, sem resultados conclusivos, enquanto se aguarda a contagem final das cédulas.

Biden pediu paciência a seus seguidores enquanto a contagem terminava. Trump denunciou a tentativa dos democratas de "roubar" as eleições, ameaçando levar o assunto ao Supremo Tribunal Federal do país.

O interesse pela eleição é pronunciado em todo o mundo, mas principalmente na Venezuela. Nicolás Maduro, que enfrenta sanções econômicas e acusações criminais de Washington e do opositor Juan Guaidó, conta com o apoio posterior de qualquer um dos dois candidatos vencedores, explica o doutor em ciências políticas, Sadio Garavini.

“O ideal de democracia no mundo teria sido um resultado claro e contundente. Temos uma situação muito tensa, difícil e complexa. Os únicos felizes em face disso são os governos autoritários”, disse ele.

Garavini, embaixador aposentado da Venezuela, qualifica o impacto do resultado da votação dos EUA. É "estúpido", em sua opinião, a "história" de que um dos candidatos, especificamente Biden, representa uma posição débil diante da crise social, política e econômica na Venezuela.

“Quem vencer não vai mudar em substância (a política). O que pode acontecer é uma mudança tática, que pode ser feita pelo próprio Trump. Quem ganha, não é um desastre, não é uma situação negativa para a Venezuela”, explica.

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