A luta contra a malária ainda é subfinanciada nos Camarões

14 de março de 2022

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Malária

A campanha “Stop Malaria” surge num contexto de aumento do número de consultas de casos de malária nos hospitais. Segundo os responsáveis ​​pela luta contra esta doença, “a malária representa 30% do motivo de consulta nos Camarões.” Essas estatísticas são superiores a 2019.

“Muitas vezes as populações não aderem às nossas intervenções, os mosquiteiros por exemplo são destinadas a serem usadas, as populações devem dormir debaixo delas, mas às vezes as populações usam para outros fins, então com este tipo de fenómeno, estamos longe de atingir os nossos objectivos”, indigna-se o Dr. Joël Ateba, Secretário Permanente Adjunto do programa nacional de luta contra a malária.

Como resultado, Camarões registrou no ano passado mais de 3 milhões de casos de malária e quase 4.000 mortes, principalmente crianças menores de 5 anos e mulheres grávidas. “A campanha será difundida em todas as regiões através de todos os canais, canais digitais, através de todos os canais de comunicação e devemos chegar a todas as comunidades com as mensagens-chave, essenciais para saber liderá-las para aderirem eficazmente às intervenções de controlo”, explica o Dr. Joël Ateba, secretário permanente adjunto do programa nacional de luta contra a malária.

Para ele, é importante “adotar atitudes como a higienização da casa, o uso de mosquiteiros para quem os possui, o recurso aos agentes de saúde, ou a um centro de saúde comunitário logo que os sintomas apareçam nos focos que estão destinados a causar malária.”

Mas a resposta à malária ainda é subfinanciada em Camarões. O programa de estratégia nacional de controle da malária recebeu até agora apenas 50% dos fundos esperados. “Ainda precisamos de 101 bilhões de francos CFA para implementar a luta prevista pelo referido programa”, revela Olivia Ngou.

Além do financiamento a ser encontrado com urgência, a estratégia de comunicação sobre a malária também precisa ser aperfeiçoada. “Devemos comunicar especialmente a nível comunitário sobre os testes de diagnóstico da malária e os tratamentos a serem tomados localmente”, afirma o professor Paul Koki Ndongo, professor de pediatria e ética médica em Yaoundé.

“Devemos também informar a comunidade que cada vez, por exemplo, uma criança com febre, pode ter a possibilidade de fazer um teste de malária e seguir o tratamento num raio de 100 metros”, acrescenta o professor Paul Koki Ndongo.

O Relatório Mundial de 2021 cita Camarões entre os 11 países mais afetados pela malária. Todas as populações que vivem em território camaronês estão em risco, especificam os especialistas que recomendam para esta campanha, a prevenção através do uso de mosquiteiros, saneamento ambiental e o uso de técnicas de proteção contra mosquitos.

Desde 2006, o tratamento para casos de malária não complicada é gratuito para crianças menores de 5 anos e subsidiado para o restante da população. A campanha "Stop Malaria" conta com o patrocínio de Chantal Biya, esposa do Presidente da República dos Camarões.


Fontes