Agência Brasil

3 de janeiro de 2018

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Em 2017, as atividades econômicas diversas trouxeram mais dólares para o Brasil do que levaram para fora do país. Ao todo, o saldo positivo foi de US$ 625 milhões. O resultado do fluxo cambial foi divulgado pelo Banco Central hoje (3).

No total, a entrada de dólares em transações chegou a US$ 678,336 bilhões, enquanto a saída somou US$ 677,711 bilhões. O fluxo é medido considerando transações comerciais (como exportações e importações) e financeiras (a exemplo da compra e venda da moeda estadunidense).

Na balança comercial, as exportações totalizaram US$ 195,612 bilhões, enquanto a saída foi de US$ 142,688 bilhões, resultando em um superávit de US$ 52,924 bilhões. Nas transações envolvendo papel-moeda, o desempenho foi o inverso, com compras de US$ 482,724 bilhões e vendas de US$ 535,023 bilhões, produzindo um déficit de US$ 52,299 bilhões.

“O superávit recorde em 2017 se deve ao aumento das exportações e das importações durante o ano. O saldo aferido em 2016 foi resultado de uma queda nas importações de 20% e também das exportações de 3,5%, em relação a 2015. Agora temos uma retomada real da economia e sobretudo no comércio exterior brasileiro”, disse o agora ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, em entrevista em Brasília na terça-feira (2). Pereira comunicou hoje (3) sua saída do posto ao presidente Michel Temer.

Série histórica

A série histórica de 2014 a 2017 mostra um movimento irregular do fluxo cambial brasileiro. Em 2016, o resultado havia sido negativo. A retirada de dólares chegou a US$ 626,228 bilhões, enquanto a entrada ficou em US$ 621,976 bilhões, um déficit de US$ 4,252 bilhões. Em 2015, foi registrado superávit de US$ 9,414 bilhões. Já em 2014, novo resultado negativo, dessa vez de US$ 9,287 bilhões.

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