19 de março de 2021

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Diante do aumento dos casos de COVID-19 no Equador, os municípios querem comprar vacinas diretamente e, como as farmacêuticas só têm convênios com o Estado, seu contrato não permite que façam tais convênios.

Até o momento, o laboratório da Pfizer já forneceu cerca de 275 mil vacinas para o país. Há poucas horas chegaram 84 mil doses do AstraZeneca, por meio do COVAX (mecanismo de distribuição da ONU), que prometeu completar 756 mil doses até maio, e mais 7 milhões até o final de 2021. Com isso, 20% da população poderia ser vacinado.

Raúl Delgado, representante da Associação de Municípios do Equador, reclamou da situação que os impede de chegar à vacina. "Resumindo, eles dizem: não podem comprar."

A prefeita de Guayaquil, Cinthya Viteri, foi além e moveu uma ação contra a empresa Pfizer porque ela afirmou por meio de um comunicado que só pode vender as vacinas ao Estado equatoriano e não aos governos locais.

“Para que nos permitam comprar e aplicar as vacinas a um milhão de residentes de Guayaquil”, disse Viteri.

O prefeito de Quito, Jorge Yunda, foi mais conciliador e disse que tem 20 milhões de dólares que pode dar ao governo para adquirir as vacinas para o povo de Quito.

“Ou para poder colaborar com a logística, o importante é que precisamos das vacinas”, disse o prefeito.

O governo criou uma página oficial para que os cidadãos possam se cadastrar para receber as doses.

Fontes