Agência VOA

Angola.

José Marcos Mavungo preso desde Março é acusado de ter desviado explosivos da companhia, o que segundo a UNITA não é verdade.

22 de julho de 2015

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O deputado parlamentar da Unita pelo círculo provincial de Cabinda, Raul Danda desafiou a companhia Chevron a pronunciar-se sobre o alegado roubo de explosivos que a Justiça angolana alega ter sido protagonizado pelo activista José Marcos Mavungo, que continua preso naquela província.

Mavungo foi preso em Março depois de anunciar a sua intenção de organizar uma manifestação contra a má administração do território e a repressão política.

As autoridades alegam que Mavungo desviou explosivos da companhia para onde trabalhava com o objectivo de os usar numa tentativa de destabilizar o território.

Essa companhia, disse Raúl Danda, é a petrolífera americana Chevron.

Em declarações à VOA, Danda disse que a companhia americana tem assim o dever de esclarecer o que se passou com o seu trabalhador que foi detido por suposta tentativa de inversão da ordem constitucional .

Para o deputado, a Chevron deve dizer se houve ou não desvio de explosivos, acrescentando que “pelas informações que nós temos não foi desviado explosivo nenhum”.

Danda afirmou ainda que o activista está detido como forma de desencorajar os cabindas a reivindicarem os seus direitos.

O líder da bancada parlamentar da Unita revelou que Mavungo continua em estado de saúde critico perante a insensibilidade das autoridades do Governo.

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