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Transparência Internacional: Só três dos sete países lusofônicos melhoram no combate à corrupção

Mundo

Agência VOA

Dívidas ocultas e os casos da Lam-Embraer e negócios com a Odebrecht na origem da queda brutal do Moçambique. No Brasil, o Caso Lava-Jato e frequentes acusações contra os Governos (Federal, Estadual e Municipal) fez cair três posições. Portugal, Angola, Guiné-Bissau caem. Só Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste melhoram suas posições.

26 de janeiro de 2017

O Índice de Percepção da Corrupção de 2016, divulgado pela organização não governamental Transparência Internacional na quarta-feira (25) em Berlim (capital da Alemanha) mostra que dos sete países lusofônicos que foram analisados, só três melhoram suas posições, no documento “O círculo vicioso da corrupção e da desigualdade tem de ser combatido”, no Índice de Percepção da Corrupção.

Os três países de língua portuguesa que tiveram a melhor classificação são Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Já outros quatro países, tiveram a pior classificação são: Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal.

Entre os países africanos de língua portuguesa, Angola perdeu três pontos e caiu um lugar, agora ocupa a 164ª posição, quando em 2015 tinha ficado no 163º lugar. Mais abaixo, encontra-se a Guiné-Bissau, que caiu 10 pontos e ocupa agora o 168º lugar. Moçambique é um dos países que mais caíram, ao perder 30 lugares, passando da posição 112 para 142.

O melhor classificado do grupo lusófono e segundo melhor do continente é Cabo Verde que subiu 17 lugares, arquipélago que ocupa a 38ª posição, tendo à frente, a nível do continente africano, apenas o Botswana, no 35º posto. Quem também melhorou a sua posição do Índice foi São Tomé e Príncipe, subindo quatro lugares, ocupa agora a 62ª posição.

Outros países de língua portuguesa, Brasil caiu em três lugares, ficando a meio da tabela, na posição 79, mas vem caindo desde 2011. Portugal caiu um lugar, ficando na posição 29º, mas está entre o menos corrupto entre os países de língua portuguesa. Já o Timor-Leste foi o país lusofônico a subir mais posições passou de 123º para 101º, com 22 lugares a mais.

Moçambique caiu mais lugares

Moçambique registou uma queda bastante significativa no Índice de Percepção da Corrupção de 2016, ao perder 30 lugares, passando da posição 112 em 2015, de um total de 168 avaliados, para 142. O país caiu quatro pontos no que tange à pontuação, o que é a maior queda do país desde que o índice começou a ser publicado em 1995.

Os autores do documento dizem que a descoberta das dívidas ocultas e os casos de corrupção que envolveram as Linhas Aéreas Moçambicanas e a Embraer, bem como as obras da brasileira Odebrecht estiveram na base dessa queda. A nível da região, o país está entre os cinco com maiores índices, ultrapassado apenas por Angola, Zimbábue, Madagascar e República Democrática do Congo.

O Centro de Integridade Pública (CIP) moçambicano diz que os dados demostram que o Sistema Judiciário do País está cada vez mais incapaz de combater o fenómeno, e que o país não tem uma estratégia concreta de combate a corrupção. Só em 2015, segundo CIP, Moçambique perdeu 80 milhões de dólares devido à corrupção, dos quais apenas 14 milhões foram recuperados.

Outros países

O Índice de Percepção da Corrupção de 2016 é liderado pela Dinamarca, seguido da Nova Zelândia, Finlândia, Suécia e Suíça.

A Transparência Internacional sublinha que quase 70 por cento dos 176 países analisados têm uma pontuação inferior a 50, numa escala de 0, para os países com alta percepção de corrupção e 100, para aqueles considerados limpos.

Fontes

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