Talibã alega que não sabia da presença de Al-Zawahiri morto em Cabul

6 de agosto de 2022

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A administração do Talibã afirmou que "não tinha conhecimento" de que o líder da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, estava residindo em Cabul e alertou sobre "consequências" não especificadas se os Estados Unidos violarem a soberania territorial afegã no futuro.

A declaração oficial nos idiomas local e inglês veio vários dias depois que um ataque aéreo norte-americano matou o mentor em um bairro nobre da capital afegã.

O presidente dos EUA, Joe Biden, confirmou o assassinato de al-Zawahiri na segunda-feira.

"O Emirado Islâmico do Afeganistão não tem informações sobre a chegada e permanência de Ayman al-Zawahiri em Cabul", disse o comunicado do Talibã, usando o nome oficial do governo.

A liderança do Talibã ordenou uma investigação “séria e abrangente” sobre “vários aspectos do incidente”, segundo o comunicado.

O grupo islâmico voltou a condenar a ação dos EUA como uma violação do território afegão e das leis internacionais. O comunicado disse que o governo talibã “quer implementar o pacto de Doha e a violação do pacto deve acabar”.

"Se tal ação for repetida, a responsabilidade de quaisquer consequências será dos Estados Unidos da América", disse o Talibã sem dar mais detalhes.

O acordo de fevereiro de 2020 que o Talibã e Washington selaram na capital do Catar, Doha, pedia que as tropas estrangeiras lideradas pelos EUA se retirassem do Afeganistão e que o então grupo insurgente impedisse que terroristas operassem no país.

Washington, no entanto, acusa o Talibã de violar o pacto de 2020.

"Ao hospedar e abrigar o líder da Al-Qaeda em Cabul, o Talibã violou grosseiramente o Acordo de Doha e repetiu ao mundo que não permitiria que o território afegão fosse usado por terroristas para ameaçar a segurança de outros países", afirmou um funcionário do Departamento de Estado dos EUA.

Fontes