18 de fevereiro de 2024

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Navalny era um líder em ascenção há algus anos, antes de ser perseguido por Putin e acabar preso

A morte de Alexei Navalny, opositor do presidente Vladimir Putin que se perpetura no poder há quase duas décadas, causou reações no mundo, com ontem o presidente dos Estados Unidos (EUA) dizendo: "não se engane; Putin é responsável pela morte de Navalny". O Kremlin criticou a fala e disse que se trata uma forma dos EU inteferirem em assuntos internos da Rússia.

Dmitry Muratov, outro opositor de Putin, que edita seu jornal Nova Gazeta (Novaya Gazeta) de fora da Rússia depois da invasão da Ucrânia e que recebeu o prêmio Nobel da Paz em 2021, disse que Navalny, que morreu numa prisão na Sibéria, "foi submetido a tormentos e torturas durante três anos", incluindo ficar em celas de punição, que impedem a mobilidade, onde há falta de ar fresco, o frio é constante e a comida é de baixas calorias.

Mark Galeotti, chefe da empresa de consultoria Mayak Intelligence, com sede em Londres, comentou que a morte de Navalny é mais um passo na transição de Putin do “autoritarismo híbrido” para o “despotismo brutal e bandido”. Putin pretende se candidatar novamente em poucos meses, consolidando 24 anos na presidência da Rússia.

Hoje a embaixadora dos EUA na Rússia, Lynne Tracy, visitou um monumento feito de forma improvisada por apoiadores de Navalny em Moscou. "Hoje, na Pedra Solovetsky, lamentamos a morte de Alexey Navalny e de outras vítimas da repressão política na Rússia. Apresentamos as nossas mais profundas condolências à família, colegas e apoiantes de Alexey Navalny. A sua força é um exemplo inspirador. Honramos a sua memória", disse ela num comunicado divulgado por veículos de imprensa, inclusive a Nova Gazeta.

Prisões

Ao menos 400 russos foram presos entre ontem e hoje por protestarem contra a morte de Navalny, segundo a Associated Press. "A morte repentina de Navalny, de 47 anos, foi um golpe esmagador para muitos russos, que depositaram as suas esperanças para o futuro no mais feroz inimigo do presidente Vladimir Putin", reportou a agência, enquanto a Nova Gazeta reportou que policias russos tentavam impedir até a colocação de flores em locais provisórios de homenagens póstumas.

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Fontes

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