ONU pede US$ 110 milhões para resposta ao terremoto no Afeganistão

28 de junho de 2022

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As Nações Unidas fizeram um apelo urgente na segunda-feira por US$ 110,3 milhões para fornecer assistência para salvar vidas a mais de 360.000 afegãos que foram afetados na semana passada por um terremoto de magnitude 5,9 que matou cerca de 1.000 pessoas, incluindo 150 crianças.

O financiamento é necessário nos próximos três meses para atender às necessidades humanitárias urgentes, evitar mais mortes e ajudar a reconstruir casas e comunidades destruídas pelo desastre.

O terremoto destruiu ou danificou centenas de casas em vários distritos nas províncias de Paktika e Khost, segundo agências de ajuda humanitária e autoridades do Taleban.

“Estou apelando para o mundo – por favor me ajude. Precisamos de dinheiro. Precisamos de financiamento. Precisamos de apoio para resolver esta tragédia”, disse Ramiz Alakbarov, coordenador de ajuda da ONU para o Afeganistão, em uma mensagem de vídeo enquanto visitava uma área na província de Paktika duramente atingida pelo terremoto.

Mais da metade do financiamento apelado, se fornecido por doadores, será gasto em abrigos de emergência e itens não alimentares, enquanto cerca de US$ 35 milhões serão destinados a necessidades emergenciais de alimentação e saúde.

Vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Irã, Catar, Paquistão, Índia e China, responderam ao desastre com aviões carregados com barracas, roupas, suprimentos médicos e alimentos. Os Estados Unidos também prometeram ajuda.

“Os parceiros humanitários dos EUA já estão respondendo, inclusive enviando equipes médicas para ajudar as pessoas afetadas, e estamos avaliando outras opções de resposta”, disse o secretário de Estado Antony Blinken em comunicado em 22 de junho, dia em que o terremoto foi relatado.

O apelo de resposta ao terremoto é separado do apelo humanitário do Afeganistão em 2022 de US$ 4,4 bilhões, o maior apelo de um único país que a ONU já lançou. No meio do ano, os doadores prometeram menos de 34% do apelo humanitário. Com um compromisso de US$ 459,6 milhões, os EUA estão no topo da lista de doadores.

Fontes