Lira afirma que não há crise entre os Poderes devido a prisão de Daniel Silveira

19 de fevereiro de 2021

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Daniel Silveira em 2019

O presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que não há crise entre os Poderes e que o caso do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), preso por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por ataques à instituição, é um “ponto fora da curva”.

Lira disse que vai conduzir com equilíbrio a sessão da Câmara desta sexta-feira (19) que pode manter ou não a prisão do deputado. Ele declarou ainda que o Plenário é soberano para decidir e que não cabe a ele, como presidente, fazer qualquer análise sobre o placar do julgamento.

Arthur Lira se reuniu na noite desta quinta-feira (18), no STF, com o presidente do tribunal, Luiz Fux, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Lira afirmou que não tratou com Fux sobre a situação de Daniel Silveira.

“Foi uma conversa cordial, harmônica e respeitosa, onde não foi tratado nenhum assunto específico, lateral que esteja acontecendo em razão de decisões do STF e do Legislativo. Esta fase inaugura um clima que buscamos, e estamos dando provas disso com sensatez e calma e relações de respeito mútuo. Cada Poder tem a sua atribuição, não faço julgamento de como vai ser o placar: a mim cabe ter o equilíbrio necessário para conduzir o processo, e o Plenário é quem decidirá com tranquilidade. A independência entre os Poderes preconiza isso”, afirmou.

Rodrigo Pacheco, por sua vez, reafirmou a necessidade de pacificação, de diálogo e de consenso entre os Poderes como instrumento de soluções para os problemas do Brasil.

“A democracia do Brasil está firme e forte, e o ambiente é de paz e de busca de consenso para uma boa convivência e para fortalecer o Estado democrático de Direito”, defendeu Pacheco.

Daniel Silveira foi preso em flagrante pela Polícia Federal na noite de terça-feira (16) no âmbito de inquérito no STF que investiga notícias falsas. Ele gravou e divulgou vídeo em que faz críticas aos ministros do Supremo e defende o Ato Institucional nº 5 (AI-5).

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