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Liberalização do espaço aéreo beneficiará os cidadãos, dizem analistas

Agência VOA

13 de setembro de 2017

Mas a LAM deve preparar-se para uma competição que vai ser muito difícil.

Analistas dizem que a liberalização do espaço aéreo moçambicano vai permitir a oferta de melhores preços e serviços aos cidadãos, mas advertem que a companhia de bandeira, a LAM, deve preparar-se para competir com outras transportadoras mais fortes.

Moçambique é considerado um dos destinos turísticos da região, com uma variedade de recursos naturais e culturais.

Contudo, analistas dizem que o turismo ainda não desenvolveu o seu verdadeiro potencial, devido à baixa competitividade, em particular nos preços das passagens aéreas, pelo que, a existência de mais companhias vai criar condições para a redução das passagens, com benefícios para os viajantes do país.

O vice-presidente da Confederação das Associações Econômicas de Moçambique - CTA, Castigo Nhamane, diz que além de preços mais acessíveis, a atribuição de rotas domésticas a outras companhias vai também melhorar a qualidade dos serviços oferecidos, mas a LAM deve preparar-se para uma competição que vai ser muito difícil.

O analista Adelson Rafael considera que a entrada da companhia Ethiopian Airlines no espaço moçambicano vai trazer benefícios, tendo em conta os seus 70 anos de experiência, e o fato de ter mais de 90 aeronaves e mais de 100 destinos mundiais, entre outras vantagens.

Entretanto, Rafael afirma que este processo de abertura pode ter efeitos negativos, resultantes da entrada de duas companhias que têm o mesmo proprietário, nomeadamente a Ethiopian Airlines e a Malawi Airlines.

"Nós corremos o risco, se não houver mecanismos regulatórios que não permitam isso, de termos um monopólio e influência nas tarifas praticadas pela Ethiopian Airlines, porque temos duas companhias com o mesmo proprietário, que podem influenciar negativamente esta questão", destacou aquele analista.

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