Sete países da América Latina investigam surbonos da Odebrecht: diferenças entre revisões

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{{data|23 de dezembro de 2016}}
Pelo menos sete países da {{p|América Latina}} anunciaram hoje (23) que vão investigar o suposto pagamento de propinasuborno de executivos da empreiteira brasileira {{p|Odebrecht}}, investigada na {{p|Operação Lava Jato}}, em troca de vantagens em contratos públicos.
 
As medidas foram tomadas em reação à divulgação de documentos nos quais o {{p|Departamento do Estado}} dos {{p|Estados Unidos}} confirmou que a {{w|Odebrecht}} pagou mais de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 3,3 bilhões, em propinasuborno a funcionários de governos em 12 países.
 
As informações foram divulgadas na quarta-feira (21) após a confirmação de que anúncio de que a empreiteira assinou acordo de leniência com autoridades do Estados Unidos, Suíça e do Brasil simultaneamente.
=== PeruanoPresidente do Peru nega propinasuborno ===
O presidente do {{p|Peru}}, {{p|Pedro Pablo Kuczynski}}, negou ter recebido dinheiro quando era presidente do Conselho de Ministros no governo do ex-presidente {{p|Alejandro Toledo}}, que ocupou o cargo entre 2001-2006. Kuczynski disse que apóia a investigação sobre as denúncias.
 
"Eu posso garantir que não recebi nada, nem sei de nada. Obviamente, deve-se investigar tudo isso e sou a favor de uma profunda investigação", disse.
Diante das novas denúncias, a procuradoria do {{w|Peru}} decidiu reabrir uma investigação na qual Kuczynski foi acusado de favorecer a Odebrecht em uma concessão pública durante o período em que ocupou cargo no Conselho de Ministros.
=== Equador investigará propinasuborno ===
O governo do {{p|Equador}} anunciou que pediu ao Ministério Público que investigue supostos pagamentos de propinasuborno pela Odebrecht no país. Uma das principais obras feitas pela empreiteira foi a construção do metrô da capital, {{p|Quito}}.
 
Em 2008, o atual presidente, {{p|Rafael Correa}}, expulsou a Odebrecht do país sob a alegação de que houve irregularidades da usina hidrelétrica de San Francisco, financiada com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
=== Colômbia cancelará contratos ===
Por meio do secretário de Transparência da Presidência da República, {{p|Camilo Enciso}}, a {{p|Colômbia}} anunciou que vai cancelar todos os contratos nos quais ficar comprovada que a Odebrecht pagou propinasuborno.
 
"No momento em que for demonstrado de maneira clara que houve pagamento de subornos, o estado colombiano não duvidará de nenhuma maneira em tomar as decisões necessárias para terminar de maneira unilateral seus contratos e para evitar que a Odebrecht continue tendo negócios no país", disse Enciso.
=== Argentina pede informações a investigadores ===
Na {{p|Argentina}}, o órgão responsável pelo combate à corrupção informou que pediu informações à força-tarefa de investigadores da Lava Jato para obter informações mais detalhadas sobre as denúncias de que US$ 35 milhões foram pagos em propinasuborno para funcionários públicos entre 2007 e 2015, fato que teria ocorrido durante o governo da ex-presidente {{p|Cristina Kirchner}}.
=== Oposição da Venezuela vai apurar denúncias ===
Na {{p|Venezuela}}, parlamentares oposicionistas ao governo do presidente {{p|Nícolas Maduro}} afirmam que vão investigar as denúncias por meio da Comissão de Controladoria do Parlamento.
 
As suspeitas são sobre supostos pagamentos de propinasuborno a funcionário do governo de Maduro e do ex-presidente {{p|Hugo Chavez}}.
=== Panamá anuncia punição ===
O governo do {{p|Panamá}} prometeu processar e punir integrantes do governo, que teriam recebido mais US$ 59 milhões em propinasuborno. O Ministério Público local informou que pedirá informações aos Estados Unidos sobre o caso.
=== México abre investigações ===
O governo {{p|México|mexicano}} e a {{p|Pemex}}, estatal petrolífera, informaram que abriram investigação para apurar o suposto pagamento de aproximadamente US$ 10 milhões para que a Odebrechr fosse beneficiada em contratos da estatal.