Agência VOA

Brett Kavanaugh é juiz do tribunal de apelações no Distrito de Columbia, na capital americana

10 de julho de 2018

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O Presidente americano, Donald Trump, escolheu o juiz conservador Brett Kavanaugh para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal.

O anúncio foi feito na noite de ontem (segunda-feira, 9) na Casa Branca, com transmissão em cadeia nacional pela televisão.

Kavanaugh, natural de Washington, de 53 anos, é juiz do Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia, na capital americana.

Ele vai ocupar o lugar deixado por Anthony Kennedy, que se aposenta a 31 de Julho.

Na sua intervenção, Donald Trump elogiou a "impecável qualificação" de Kavanaugh, a quem chamou de "um jurista brilhante", para o cargo.

"Não há ninguém nos Estados Unidos mais qualificado e que mereça mais do que Kavanaugh", disse Trump.

O juiz agradeceu o Presidente pela confiança e discursou acompanhado da mulher e das filhas.

“A minha filosofia jurídica é directa: um juiz deve ser independente e deve interpretar a lei, não fazer a lei. Um juiz deve interpretar os estatutos como escritos. E um juiz deve interpretar a Constituição como escrita, informada pela história, e tradição e precedente ”, disse Kavanaugh no seu discurso em que ressaltou os seus laços com sua família e a sua fé católica romana.

A escolha de Trump abre uma dura batalha no Senado com os republicanos a necessitarem dos seus 51 membros no total de 100.

Oposição democrata

Minutos depois do discurso do Presidente, o senador Chuck Schumer, líder da minoria democrata no Senado, anunciou que vai lutar para impedir a nomeação do juiz.

"Vou me opor [à nomeação] com tudo que eu puder", disse Schumer, acrescentando que "os direitos reprodutivos da mulher estarão nas mãos de cinco homens no Supremo Tribunal".

O juiz

Brett Kavanaugh tem um registo judicial sólido e conservador desde 2006 no influente Tribunal de Apelações dos Estados Unidos no Distrito de Colúmbia, o mesmo tribunal onde anteriormente serviram três juízes do actual Supremo Tribunal, entre eles o actual, presidente, John Roberts.

Alguns activistas conservadores questionaram se ele será suficientemente conservador para não mudar o seu voto.

Kavanaugh trabalhou na Casa Branca durante a administração de George W. Bush antes de ser nomeado para o tribunal de apelações em 2003.

Na altura, foi fortemente acusado pelos democratas pelo seu excessivo partidarismo e a sua confirmação levou três anos

Kavanaugh trabalhou também para o procurador especial Kenneth Starr, que liderou a investigação no caso “Lewinsky-Clinton”.

Mais tarde, ele recuou e disse que os presidentes deveriam estar livres de processos civis, criminais e investigações enquanto estivessem no cargo.

Fontes