Diplomata dos EUA visita Uganda

6 de agosto de 2022

Email Facebook Twitter WhatsApp Telegram

 

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, disse a repórteres que sua visita a Kampala foi para reafirmar e fortalecer o relacionamento dos EUA com Uganda, não para competir com a Rússia. Sua viagem aconteceu poucos dias depois de uma do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.

Falando após seu encontro com o presidente ugandês Yoweri Museveni, Thomas-Greenfield descreveu a sessão como produtiva e franca, cobrindo soluções para questões de alimentação e segurança, altos custos de energia e apoio a refugiados em Uganda.

Thomas-Greenfield disse que a questão mais importante discutida com Museveni foram os efeitos da invasão da Rússia na Ucrânia, disponibilidade de alimentos e nos preços do petróleo.

"Uganda e qualquer país africano têm o direito de escolher quem são seus amigos e quem são seus inimigos. Estamos aqui como amigos de Uganda", disse ela. "Se um país decide se envolver com a Rússia, onde há sanções, eles estão quebrando essas sanções. E nós advertimos os países a não quebrarem essas sanções porque, se o fizerem, eles têm a chance de ter ações tomadas contra eles."

A reunião também abordou uma ampla gama de questões, incluindo a situação de segurança na região, instituições democráticas e liberdade de imprensa em Uganda.

Dismas Nkunda, analista político, disse que não é coincidência que Thomas-Greenfield esteja em Uganda uma semana depois da visita de Lavrov.

Museveni deixou claro que não ficará do lado de nenhuma potência estrangeira, e só o faz para servir aos interesses de Uganda.

Chris Baryomunsi, ministro de informação e comunicação de Uganda, disse que eles estão abertos a todos os visitantes.

"Não podemos ser influenciados na posição de ninguém", disse Baryomunsi. "Assumimos posições independentes como governo, como país. O inimigo de alguém não precisa ser meu inimigo. Se você tem problemas, eles estão entre vocês dois."

A visita de Thomas-Greenfield a Uganda ocorre antes da cúpula dos líderes africanos, marcada para Washington em dezembro.

Ela também anunciou US$ 20 milhões em assistência ao desenvolvimento para Uganda. O fundo, que está sujeito à aprovação do Congresso dos EUA, visa ajudar os pequenos agricultores a adotar melhores práticas agrícolas.

Isso visa aumentar a produtividade, reduzir as perdas pós-colheita e mitigar os impactos da crescente insegurança alimentar, que ela disse ter sido exacerbada pelo conflito da Rússia e Ucrânia.

Fontes